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ADMA: ASSOCIAÇÃO DE MARIA AUXILIADORA
 Mensagem Mensal :  24 de
fevereiro 2018  

Maria convida-nos a rezar para o Espírito Santo para obtermos o dom da conversão

Estamos no tempo da Quaresma, tempo favorável para abrirmos os corações à ação do Espírito de Deus. Cada um de nós é chamado à conversão do coração e da vida. Converter-nos às coisas do Céu e tentar romper com as coisas da terra, porque no mundo somos atraídos pelas coisas terrenas, enquanto Nossa Senhora pede-nos para nos unir a Deus e às coisas de lá de cima. Deus nos quer a todos no Paraíso, criou-nos para isto. Todos nós, através da oração, fazemos a experiência de Deus e podemos compreender que o Senhor tem nos salvado muitas vezes, às vezes fisicamente, outras vezes, espiritualmente. Assim, vemos que temos uma ligação com o Céu e com as coisas celestes. A conversão é um dom, mas nós devemos colaborar. Porque Jesus bate à porta de nossos corações, mas também espera que nós abramos o nosso coração. O instrumento fundamental é a leitura, a meditação e a prática das Sagradas Escrituras. Em nossas casas e em nossos grupos, coloquemos as Sagradas Escrituras em um local visível, e vamos lê-la, fazendo uma oração antes, porque sem o auxílio do Espírito Santo, a gente não pode entendê-la.
Durante a Quaresma, além da leitura orante da Palavra de Deus, vivamos os sacramentos com mais fé, em particular, o da reconciliação; retomemos a prática do jejum e da caridade. Tudo isto porque Nossa Senhora quer que nos tornemos cada vez mais, alguém que ama a Deus, ama as coisas de Deus, pois vemos que hoje falta no mundo justamente esses testemunhos, porque muitas vezes temos medo e nos envergonhamos de ser cristãos.
"A confiança de Dom Bosco em Maria Auxiliadora encontrou na Associação uma expressão simples e prática para defender a fé entre o povo", recorda-nos o artigo 1 de nosso Regulamento. Dom Bosco, na escola de Mamãe Margarida, e no âmbito da tradição religiosa popular, havia interiorizado desde criança, o sentido de pertença a Maria. Na escola de Dom Bosco, somos chamados a testemunhar com a nossa vida, que somos de Maria, que lhe pertencemos, e, que com Ela, e por meio Dela, decidimo-nos por Deus e nos empenhamos a ser instrumentos de paz neste mundo sem paz.
A visão apostólica de Dom Bosco entende a devoção mariana como elemento de força para consolidar e proteger a fé católica do povo cristão. Dom Bosco desenhou, também para a Associação dos devotos de Maria Auxiliadora, um caminho de educação à fé do povo, valorizando os conteúdos de religiosidade popular e orientando-os à sabedoria evangélica, que responde aos grandes questionamentos da existência.
Que o caminho para a Páscoa reavive também em nossos corações e em nossos grupos, o desejo de viver com alegria e fidelidade a nossa pertença à ADMA.

Sr. Renato Valera, Presidente / Pe. Pierluigi Cameroni SDB, Animador Espiritual Mundial


Caminho de formação 2017-2018: Introdução à Vida devota de São Francisco de Sale

5. A DOÇURA SALESIANA / Pe. Gianni Ghiglione SDB

A humildade nos faz crescer diante de Deus e a doçura, diante do próximo.
Falando desta virtude, Francisco se mostra particularmente exigente. Ele mesmo viveu a dificuldade em corrigir o seu caráter arrojado, impulsivo, orgulhoso, até se tornar paciente, amigável, bom e justo.
Aproveitemos este episódio tão eloquente: o primeiro monastério estava sendo construído na cidade (La Sainte Source, 1614), e os trabalhadores não conseguiam ir adiante porque os Dominicanos discutiam com os operários, porque, segundo eles, não estavam deixando a distância de "quarenta varas", necessária entre as duas construções (a igreja dos Dominicanos e a nova construção do monastério da Visitação). Houve animados protestos e o Bispo interferiu para acalmar os ânimos, mas não foi tratado "segundo o respeito devido à sua dignidade". Esta calma e doçura não agradaram a Joana de Chantal, que exclama: "A sua doçura não fará nada além de aumentar a insolência dessas pessoas malévolas". "Não será assim, não será - responde Francisco - e depois, Madre, quer que em quinze minutos eu destrua o edifício de paz interior em cuja construção tenho trabalhado há mais de dezoito anos?"
Este empenho no cuidado de seu caráter, afetou muitíssimo o jovem clérigo João Bosco em seus anos de seminário em Chieri: também ele tinha um caráter vivaz, soberbo, fácil em irar-se. E este foi um dos motivos pelo qual, anos mais tarde, escolheu o santo Bispo de Genebra, como modelo e patrono da nascente congregação salesiana. "Este Oratório é colocado sob a proteção de São Francisco de Sales, para que quem tencione se dedicar a este gênero de ocupação, deva se propor a ter este Santo como modelo na caridade, nas boas maneiras, que são as fontes das quais se derivam os frutos que se espera da Obra dos Oratórios" (MB III, p.91). Comenta o biógrafo: "Dom Bosco em suma, julgava que o espírito de São Francisco de Sales fosse o mais adaptado aos tempos para a educação e instrução populares".
Francisco é chamado o Santo da doçura: ele realmente o foi.

Todavia, é preciso entender bem o que é a doçura salesiana. Não se trata de sentimentalismo, que invoca formas de expressão piegas; não é bonomia nem paternalismo, típico de quem fecha os olhos à realidade, com prazer, para não ter problemas nem trabalheiras. Não é miopia, de quem vê tudo belo e bom, e, para quem tudo está bem; não é atitude inerte de quem não tem propostas a fazer... Não é um afastar-se dos perdedores!
A doçura salesiana (Dom Bosco usará o termos amorevolezza) é outra coisa: mais que uma virtude ou uma atitude, poderemos falar de um conjunto de virtudes e atitudes: nasce, indubitavelmente, de uma profunda e sólida caridade e exige um atento controle dos próprios recursos emocionais e afetivos; exprime-se em um caráter de humor sereno constante, sinal de uma pessoa de natureza humana rica e encantadora; requer capacidade de empatia e de diálogo e cria uma atmosfera serena, livre de tensões e de conflitos. Onde existe isto, elas ficam brandas ou sabem esperar que diminuam. Evita maneiras bruscas, severas ou autoritárias. Não por isto deixa compromissos de lado ou abaixa o nível de exigência que uma determinada situação exige, mas o busca com humildade, com paciência, junto a uma coragem e uma tenacidade. Então, a doçura de Francisco não se confunde com fraqueza, mas é força, que requer controle, bondade de espírito, clareza de intenções e forte presença de Deus.

Voltamos à Introdução à Vida Devota e encontramos alguns pontos de referência muito desafiadores.
" Não se inquiete, absolutamente, não deve existir pretexto algum para que você abra a porta de seu coração à ira.
" É preciso resistir seriamente ao mal e reprimir os vícios dos que temos responsabilidade, com constância e decisão, mas sempre com doçura e serenidade. Saber, então aliar firmeza e serenidade.
" Um ponto importante e difícil é saber fazer as observações: a correção ditada pela paixão... tem muito menos eficácia que a que vem da razão.
" É preciso invocarmos o auxílio de Deus quando nos sentimos agitados pela cólera: a oração que se faz contra a cólera deve ser feita com doçura, tranquilidade e não com violência.
" Fazer abastecimento de doçura nos tempos de calma, de serenidade.
" E a doçura deve ser usada em primeiro lugar para com os familiares e os vizinhos. Nisto erram seriamente os que são anjos pelas ruas e demônios em casa!

Um dos métodos mais eficazes para se conseguir a doçura é exercitá-la consigo mesmo, jamais se indispondo contra si e contra as próprias imperfeições.
Francisco volta ao tema das correções e diz: "As observações de um pai, se feitas com doçura e cordialidade, têm mais eficácia para corrigir o filho das cóleras e dos ataques de fúria". O mesmo escreverá Dom Bosco no Sistema Preventivo.
A experiência de Francisco sugere trabalhar mais no encorajamento do que na repreensão.
"Todas as vezes que uso frases duras e pungentes, depois devo me lamentar amargamente" escreve em uma carta.
Leia a esplêndida lição de coragem que Francisco dá (III,9). Deus nos ajudará. Levanta, então docemente o seu coração, quando cair, humilhe-se bem diante de Deus ao conhecer a sua miséria, mas não fique maravilhado com a sua queda; é natural que a enfermidade seja doente, que a fraqueza seja fraca e a miséria seja miserável.

A doçura, isto é, a calma e a tranquilidade, deve guiar também a conduta das várias ocupações: lembre-se, no início de nossa caminhada, Francisco tinha caracterizado o estilo de vida que aponta para o alto, com o saber fazer as coisas com cuidado, isto é, bem e agora precisa: Seja cuidadosa e zelosa em todas as responsabilidades que lhe forem confiadas... Não caia na ansiedade e na apreensão... Não aja com precipitação no cumprimento de seus deveres. Sempre fazemos logo, quando fazemos bem (III,10).

Conclusão: Em todas as ocupações, entregue-se completamente à Providência Divina. Se confiar em Deus, o resultado que conseguirá será sempre o melhor para você.
Dom Bosco, ao jovem Domingos Sávio, que lhe pedira um conselho sobre como se tornar santo, responde: "Você se fará santo com o exato cumprimento de seus deveres de estudo e de piedade": que significa não fazer as coisas só por fazê-las, não recitar as orações para dizer que já rezou, mas levar a elas, sempre, a atenção e o coração. Ótima receita salesiana!
O capítulo se conclui com uma comparação de grande beleza em sua simplicidade:
Faça como as crianças, que com uma mão se agarram à mão do pai, e com a outra vão colhendo os morangos e amoras ao longo das cercas; faça o mesmo também você: enquanto com uma mão se serve dos bens deste mundo, com a outra mão, agarre as mãos do Pai celeste, voltando-se sempre a Ele para ver se as suas ocupações e os seus afazeres são de Seu agrado. Fique atento para não largar a Sua mão e a Sua proteção, pensando assim em recolher e acumular demais. Se o Pai celeste lhe soltar, não dará um passo sequer, e vai pra terra.

Deixo à sua leitura atenta , estes conselhos que Francisco escreve em suas cartas e que hoje entrega a você.
" "Exercite bastante o seu coração, na doçura interior e exterior e o tenha na tranquilidade em meio às múltiplas ocupações que tiver. Tenha grande cuidado para evitar as impaciências, que são a praga da santa devoção".

" Como o coração fiel se conhece nas provas, aproveite de todas as ocasiões que surgirem para se familiarizar docemente com as pessoas menos importantes: trate-as amavelmente e use, relacionando-se com elas, palavras de cortesia e cordialidade. As distinções desta vida merecem bem pouca consideração: na verdade, nós somos o que somos aos olhos de Deus, e quando nos dão a dignidade de filhos de Deus, será levada em consideração apenas a sua humildade": Tratar bem a todos, independentemente de sua classe social.

" Apenas quando a doçura e a caridade lhe levam pela mão, é possível fazer alguma observação, propor uma melhora. É uma obra prima de empatia, o verdadeiro espírito salesiano! "Toda vez que encontrar o seu coração longe da doçura, contente-se em tomá-lo muito delicadamente com a ponta dos dedos, para recolocá-lo no lugar, e não o segure com os punhos cerrados ou muito bruscamente. É preciso estar disposto a servir este coração em suas doenças, e, também, a usá-lo com gentileza; e devemos unir as nossas paixões e as nossas inclinações com correntes de ouro, isto é, com as correntes do amor, para induzi-lo a aceitar em tudo, a vontade de Deus". Sente-se nestas linhas, o eco, de muitos anos antes, Francisco havia escrito na Filoteia, sempre, sobre a doçura (cf. IVD III 8-9), virtude rara, e justamente por isto, de grande valor: "Quem sabe conservar a doçura entre as dores e a enfermidade, e, a paz entre a desordem das suas múltiplas ocupações, é quase perfeito. Esta constância do humor, esta doçura e suavidade de coração, é mais rara que a perfeita castidade, mas é mais desejável […] Desta, assim como do óleo da lâmpada, depende a chama do bom exemplo, pois não há outra coisa que edifique tanto quanto a bondade caridosa".

Dias de Espiritualidade da Família Salesiana 2018
Crônica

De 18 a 21 de janeiro de 2018, pela primeira vez em Turim, aconteceu a 36ª edição dos Dias de Espiritualidade da Família Salesiana. Participaram cerca de 400 pessoas de 22 grupos da Família Salesiana, provenientes de diversos países. Pela ADMA, com o presidente Renato Valera e todos os membros do Conselho, estiveram presentes cerca de 50 associados, provenientes de diversas regiões da Itália, da Espanha, da Argentina e do Brasil.
Em particular, a nossa Associação organizou o momento da celebração penitencial, inspirando-se no evangelho da Samaritana e propondo gestos e sinais que ajudavam a retomar a doutrina de São Francisco de Sales, grande mestre de vida espiritual. Além de alguns dos jovens da ADMA Primária, Elisabetta, Alessandro com Giulia, e Valeria, participaram da mesa redonda organizada com o fim de escutar os jovens sobre o tema do encontro.

O tema deste grande encontro foi a mensagem que o próprio Reitor-Mor confiou a toda a Família Salesiana na "Estréia", que neste ano tem como lema: "Senhor, dá-me dessa água" (Jo 4,15) CULTIVEMOS A ARTE DE ESCUTAR E DE ACOMPANHAR". A escuta e o acompanhamento dos jovens serão, então, as atitudes que os educadores salesianos, graças aos Dias de Espiritualidade planejam descobrir cada vez mais, e interpretar sempre melhor, segundo o exemplo de Dom Bosco.
Foram apresentadas três palestras: Irmã Paola Casalis, religiosa das Filhas de Maria Auxiliadora, proferiu a primeira palestra: "Escutar os jovens". Através de um caminho visual e artístico, que começou com a contemplação da obra de arte, narrou e descreveu os traços típicos da escuta segundo a tradição espiritual cristã e salesiana. Uma palestra particularmente bem-vinda pela riqueza experiencial da qual estava imbuída. Pe. Juan Crespo, salesiano, aprofundou o tema: "O discernimento e a decisão no acompanhamento". Pe. Michal Vojtas, também ele salesiano e docente da Universidade Pontifícia Salesiana, mostrou: "A arte salesiana do encontro, o acompanhamento, e o discernimento", elencando a contribuição típica do carisma salesiano em uma viagem entre história das práticas de Dom Bosco e pedagogia, mostrando a absoluta atualidade do testemunho herdado pela Família Salesiana. Mostrou um caminho em vários estágios através do qual se fazer o acompanhamento dos jovens, um caminho que valoriza liberdade e personalidade. Então, delineou as margens para enquadrar corretamente tal atitude educativa: "O acompanhamento não é um caminho linear, padronizado... Nem conseguimos acompanhar todos, mas podemos acompanhar alguém, que, por sua vez, acompanhará outros", afirmou.

Quanto às experiências, "Acompanhados para acompanharem" é o centro da participação de Sebastiano Coticelli e Titta Boccia, do grupo Testemunhos do Ressuscitado, ao qual seguiram o de Alejandro Sanz e Pili Lance, da Pastoral Juvenil Salesiana Espanhola, sobre "Formação para animadores", e uma mesa redonda com o título "Como se sentem escutados e acompanhados os jovens da Família Salesiana?" na qual participaram diversos jovens. Jovens de diversos países e línguas, pertencentes a vários grupos da Família Salesiana manifestaram - seja no teatro de Valdocco ao vivo, seja através de vídeo - suas várias observações, unidas por um campo comum: o reconhecimento de como o acompanhamento de um educador adulto confiável, manifestara um grande benefício em suas vidas e, na verdade, mais que um, expressou o arrependimento de ter começado tarde, este caminho.
Acolhida, disponibilidade, atenção e tempo pessoal, liberdade... foram os ingredientes fundamentais sublinhados pelos jovens em relação ao acompanhamento. Num conjunto de um projeto educativo integral, que não substitui, mas vai junto a todos os outros âmbitos da experiência salesiana.

Na Eucaristia de encerramento de domingo, 21 de janeiro, o Reitor-Mor dos Salesianos, Pe. Ángel Fenández Artime, retomou na homilia, o convite de Papa Francisco, para prestar atenção às orações litúrgicas. Assim, usou a oração da coleta, para mostrar à Família Salesiana as linhas para ser eficaz em sua ação em favor dos jovens: ser "contemplativa e com os olhos bem abertos", porque só contemplando Deus é possível dar testemunho; ser "peregrina nos lugares e nos corações", porque o convite a ser Igreja em saída deve encontrar a Família Salesiana na primeira fila; ser uma "Família Salesiana do já e do agora mesmo", isto é, consciente que o tempo de agir é agora, porque há muitos jovens em todo o mundo que "têm sede de Deus" e que estão à espera de uma mão que os levante, de um coração que os acolha".
Concluiu os Dias de Espiritualidade com um convite a todos os membros da Família Salesiana, olhando com esperança, para o futuro: "Hoje, todos nós devemos ser os novos Dom Bosco, as Madres Mazzarello, os diversos fundadores dos vários grupos no mundo. O sonho de Dom Bosco é um sonho que se faz realidade".

Ressonância de Renato Valera, Presidente da ADMA

Caminhemos nos passos de Dom Bosco!
Foi peculiar este viver os Dias de Espiritualidade da Família Salesiana em Valdocco, nos mesmos lugares onde Dom Bosco foi mestre de escuta e acompanhamento.
Neste tempo favorável onde é cada vez maior a sede de espiritualidade, de transcendência, a sede de Deus, somos convidados a usar "palavras que vão direto ao coração" e a pensar que alguém que encontramos pelo caminho, tem em seu coração um pedido próprio e pessoal, que deve levar a um projeto de felicidade e de vida plena. Também nós, e a nossa Associação podemos aceitar este convite e vivê-lo em nossos momentos de formação, de oração, de encontro e de serviço. O desejo, usando as palavras do Reitor-Mor, é que "a nossa Mãe Maria conceda-nos a graça de sermos mediação atenta da Palavra do Senhor, que ressoa, de modo nem sempre imediatamente compreensível, no coração de cada jovem, nos matrimônios, nas famílias, em todos aqueles que estão à procura".

Na escuta dos jovens

Agradeço ao Senhor, por ter tido sempre a meu lado, a Família Salesiana desde pequena. O que tenho vivenciado há 10 anos junto à realidade da ADMA, é a constante proximidade de muitas famílias que cuidam de nós, jovens; escutam-nos, dão-nos conselhos preciosos para fazermos as escolhas cotidianas e amadurecermos na Fé. Este é um dom maravilhoso!
Sempre me aquece o coração ser dirigida pelo pai espiritual, Pe. Roberto. Sentir a sua presença e saber caminhar com ele na vida me faz sentir guiada e protegida. É um grande Dom crescer junto a ele e a muitos sacerdotes e FMA. Sinto-me acompanhada de modo muito paterno por eles, sabendo que rezam por mim e com tanta delicadeza me ajudam a entender como enfrentar o que a vida me propõe e a realizar o projeto que Deus sonhara para mim. (Elisabetta)

O acompanhamento foi fundamental para cada um de nós, nos acontecimentos decisivos de nossas vidas e, quando nos encontramos a viver como casal, nasceu em nós o desejo de nos consultar com alguém.
A escuta é um elemento prímário nos que se juntam aos jovens e se isto é cuidado, ajudará a fazer surgirem perguntas. Acreditamos de fato que ser acompanhados não se trata de buscar respostas, mas ajuda para fazermos as perguntas certas para caminhar e descobrir o projeto de Deus. Às vezes, ocasiões como um simples convite de uma família amiga para jantar, tem nos ajudado a nos abrir ao diálogo e ao conhecimento recíproco, facilitando a formação de pontos de referência e de comparações.
Quem é chamado para acompanhar deve ser como um vidro transparente, como uma janela pela qual deixa filtrar a luz de Deus. Se se é opaca, se arrisca de não fazer chegar a luz ao jovem. É preciso chegar a todos os jovens e fazê-los apontar para o alto; para fazer isto é preciso também dar as mãos aos que se encontram em maiores dificuldades. (Giulia e Alessandro)

Decálogo do acompanhante salesiano

O acompanhante Salesiano:

" Acompanha os jovens neste tempo favorável em um discernimento vocacional, experimentando, por sua vez, a beleza de se deixar acompanhar.
" Ajuda o jovem com paciência e amorevolezza a descobrir, através da escuta da voz de Deus, a ser dom e poder realizar o grande projeto que o espera.
" Favorece um clima espiritual com uma presença e um testemunho humilde e alegre.
" Oferece a cada um a oportunidade de ser acompanhado, dando o primeiro passo, com uma escuta com empatia e valorizando as especificidades pessoais sem excluir ninguém.
" Propõe uma espiritualidade com uma visão unitária, vivendo uma presença autêntica sob o exemplo de Jesus.
" Testemunha a alegria, amando e fazendo sentir o amor de Deus.
" Experimenta a lógica do "vem e vede" com um testemunho silencioso e coerente, que manifeste a presença do Ressuscitado e convide a iniciar um caminho.
" Vive a dimensão comunitária, criando "casa que acolhe" através do olhar, o "saber ser", a abertura ao mundo, a plenitude de vida.
" Dedica tempo ao encontro pessoal, cuidando da escuta com o coração de Cristo Bom Pastor.
" Olha com confiança e esperança a vida, confiando-se ao Senhor, caminhando ao lado dos jovens e despertando neles o desejo de encontrá-Lo.


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Presidente ADMA: Sr. Renato Valera
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E-mail: pcameroni@sdb.org
                       
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