Maria
nos convida a sermos testemunhas do amor de Deus
Um verdadeiro
cristão e um autêntico devoto de Maria é
chamado a viver a vida como testemunha. Todos os acontecimentos
da vida, também aqueles mais dolorosos e contraditórios,
transformam-se, assim, em uma ocasião para dar testemunho,
sem outro apoio a não ser a força do amor e a
convicção da fé. Em um ambiente hostil,
de rejeição e insatisfação, ainda
se pode viver o evangelho. Não é tempo de renúncia
ou de passividade. Nem de dizer que no passado era melhor.
É o
tempo do testemunho, da conquista da própria liberdade,
aquela, dos filhos de Deus, que nos permite fazer de nossa vida,
um dom para os outros. Não é livre quem não
é disponível para servir como Jesus e Maria. Isto
não se improvisa, nem se realiza em um dia, mas nos ocupa
sempre: "com a vossa perseverança, salvareis as vossas
almas".
Hoje, mais
do que nunca, somos convidados para sermos perseverantes em nossos
esforços, porque perseverando no bem, nos salvaremos e
faremos do mundo, um lugar mais habitável. Quem encontrou
o Senhor, quem fez a experiência de seu amor, não
pode deixar de anunciá-Lo e levá-Lo aos irmãos,
quem experimentou os dons de Deus e a fidelidade de seu amor,
é chamado a testemunhá-Lo com a palavra e a vida
a fim de que sejamos motivos de alegria e de despertar da fé,
também para os outros.
Nestes últimos
meses temos recebido vários testemunhos da alegria experimentada
por aqueles que participaram do Congresso Internacional de Czestochowa,
dos que foram tocados pelo testemunho de fé do povo polonês.
Muitos têm nos perguntado como fazer crescer e renovar
os novos grupos através do envolvimento dos casais jovens
e com a presença dos jovens. Por exemplo, é reconfortante
constatar como o grupo Juvenil da ADMA Turim-Valdocco tem crescido
graças à "propaganda boca a boca" de
muitos jovens que têm convidado amigos e colegas de escola,
jovens em dificuldades. Além disso, encorajam bastante
o caminho de fé, os encontros locais, inspetoriais e nacionais,
onde se caminha junto e se partilha a própria experiência
de fé e se transmite a alegria da pertença à
ADMA.
Neste empenho
somos auxiliados pelo magistério do Papa Bento XVI. Convidamos
vocês a explorarem os discursos feitos por ele em sua recente
viagem apostólica na Alemanha, retomamos algumas partes
das palavras pronunciadas durante as Vésperas Marianas
na esplanada da Wallfahrtskapelle de Etelsbach. "Não
é a auto-realização, o querer possuir e
construir-se a si mesmo, que opera o verdadeiro desenvolvimento
da pessoa - um dado que hoje é proposto como modelo da
vida moderna, mas que facilmente se muda numa forma de refinado
egoísmo -, mas sim a atitude do dom de si, a renúncia
de si mesmo, que se orienta para o coração de Maria
e, deste modo, também para o coração de
Cristo, como também para o próximo, e só
deste modo nos faz encontrarmos a nós mesmos... Em Maria,
Deus fez concorrer tudo para o bem, e não cessa de fazer
com que, por meio de Maria, o bem se espalhe ainda mais no mundo...
Na vida, atravessamos
vicissitudes várias, mas Maria intercede por nós
junto de seu Filho e nos ajuda encontrar a força do amor
divino do Filho e nos abrirmos a ela. A nossa confiança
na eficaz intercessão da Mãe de Deus e a nossa
gratidão pela ajuda incessantemente experimentada encerram
em si mesmas, de algum modo, o impulso para levar a reflexão
mais além das necessidades de momento.
Verdadeiramente
que quer dizer-nos Maria, quando nos salva de um perigo? Quer
ajudar-nos a compreender a grandeza e a profundidade da nossa
vocação cristã. Com delicadeza materna,
quer-nos fazer compreender que toda a nossa vida deve ser uma
resposta ao amor rico de misericórdia do nosso Deus. Como
se nos dissesse: Compreende que Deus, o Qual é a fonte
de todo o bem e nada mais quer senão a tua felicidade,
tem o direito de exigir de ti uma vida que se abandone, totalmente
e com alegria, à sua vontade e se esforce por que os outros
façam o mesmo também. "Onde há Deus,
há futuro".
Com efeito,
onde deixarmos que o amor de Deus atue plenamente sobre a nossa
vida e na nossa vida, aí se abre o céu. Aí
é possível plasmar o presente de forma tal que
corresponda sempre mais à Boa Nova de Nosso Senhor Jesus
Cristo. Aí as pequenas coisas da vida diária têm
o seu sentido, e os grandes problemas encontram aí a sua
solução".
Sr.
Lucca Tullio, Presidente
Pe. Pierluigi Cameroni SDB, Animador Espiritual
CAMINHO
DE FORMAÇÃO 2011-2012
2. Dom Bosco, apóstolo
da Auxiliadora, e o Rosário (Pe. Pierluigi Cameroni)
"Todos
que conheceram João criança nos atestam o seu amor
à oração e a sua grande devoção
a Maria Santíssima. O santo Rosário lhe devia ser
familiar, porque desde os primeiros tempos do Oratório
até os últimos anos de sua existência, quis
que fosse impreterivelmente recitado pelos jovens todos os dias:
não se admitia causa alguma que dispensasse uma comunidade
da recitação do rosário. Para ele, era prática
de piedade necessária para viver bem, assim como o pão
cotidiano para manter-se com vigor e não morrer"
(MBI 90).
João
Bosco aprendeu a amar e rezar o Rosário na escola de Mamãe
Margarida, como ele próprio contara: "Seu maior cuidado
foi instruir os filhos na religião, torná-los obedientes
e ocupá-los em coisas compatíveis com a idade.
Quando eu era pequenino, ela mesma me ensinou as orações;
quando pude juntar-me aos meus irmãos, fazia-me ajoelhar
com eles de manhã e de noite, e juntos rezávamos
as orações e o terço" (Memórias
do Oratório). Mamãe Margarida se destaca como mestra
de oração e a oração é uma
questão de família, de partilha da fé.
Como aprendera
de sua mãe, Joãozinho não tem vergonha de
rezar o terço com seus amigos e de colocar a oração
e a catequese antes dos jogos e diversões, iniciando o
estilo educativo que o levará a ser pastor dos jovens.
"Havia nos Becchi um prado, onde cresciam então algumas
árvores, das quais resta ainda uma pereira, que naquele
tempo muito me ajudou. Amarrava a essa árvore uma corda,
que depois prendia em outra, a alguma distância. Numa mesinha
colocava a bolsa; depois estendia um tapete por terra para os
saltos. Quando tudo estava preparado e o público ansioso
para ver as novidades, convidava-os todos a rezar o terço,
depois do qual se entoava um canto sacro. Subia então
a uma cadeira, fazia o sermão, ou melhor, repetia o que
lembrava da explicação do Evangelho ouvida pela
manhã na igreja, ou contava fatos e exemplos ouvidos ou
lidos em algum livro. Terminado o sermão, rezava-se um
pouco e passava-se logo ao entretenimento. Poderíeis agora
ver o orador, como disse antes, transformar-se num charlatão
de profissão. Imitar a andorinha, dar o salto mortal,
caminhar sobre as mãos de pernas para o ar, depois colocar
o alforje aos ombros, engolir moedas para em seguida recobrá-las
na ponta do nariz deste ou daquele espectador; mais: multiplicar
bolinhas, ovos, mudar água em vinho, matar e reduzir a
pedaços um frango e depois fazê-lo ressuscitar e
cantar melhor do que antes, eram diversões ordinárias.
Caminhava sobre a corda como por um caminho; saltava, dançava,
pendurava-me ora com um pé ora com dois, com ambas as
mãos ou com uma só. Depois de algumas horas de
diversão, quando ficava bastante cansado, cessavam os
jogos, fazia-se breve oração e cada um voltava
aos seus afazeres" (Memórias do Oratório).
Foi graças à oração a Maria que
Dom Bosco vai chegar com os seus jovens à residência
permanente do oratório de Valdocco. Depois de tanto peregrinar
e de diversas recusas, finalmente, no Domingo de Ramos de 1846
pode anunciar: "Domingo, domingo iremos ao novo Oratório,
lá na casa Pinardi. E indicava-lhes o lugar. Minhas palavras
foram acolhidas com o mais vivo entusiasmo. Alguns corriam ou
pulavam de alegria; outros permaneceram imóveis; outros
ainda gritavam e, diria, urravam, berravam. Mas de comoção,
como quem experimenta grande alegria e não sabe como exprimi-la,
levados por profunda gratidão; e para agradecer à
Santíssima Virgem que havia acolhido e atendido as nossas
orações, feitas naquela mesma manhã a Nossa
Senhora de Campagna, ajoelhamo-nos pela última vez naquele
prado e rezamos o Terço, terminado o qual cada um voltou
para a própria casa." (Memórias do Oratório).
Descrevendo
quais eram as práticas de piedade mais comuns no Oratório,
se afirma: "Sobretudo o santo Rosário era muito
importante para Dom Bosco, e por isto tinha descrito com brevíssimas
contemplações os quinze mistérios. Fazia
com que eles rezassem um terço em cada festa, exortando
com fervor os seus jovens a continuarem esta prática,
se pudessem, todos os dias da semana em suas próprias
casas. Ele, entretanto, antes só rezava o terço
com sua mãe e depois, unindo-se aos jovens internos, com
o Rosario ía à santa Missa nos dias de semana.
Desde que o Oratório foi aberto em Valdocco até
hoje, a cada nascer do dia, seu caro local ressoa impreterivelmente
desta oração, tão cara ao coração
de Maria e tão eficaz nas angústias da Igreja.
Uma vez ao ano, na capela, na noite de Todos os Santos, rezava-se
o Rosário completo em sufrágio das almas do purgatório,
e Dom Bosco nunca deixava de fazer parte, ajoelhado no presbitério
e dirigindo frequentemente, ele prórpio, a oração"
(MB III 16).
É bom lembrar que nos Becchi, aldeia natal de Dom Bosco,
no piso térreo da casa de seu irmão Giuseppe, no
canto oeste da casa, fora adaptado um pequenino cômodo
para uso como capela, e Dom Bosco a dedicou à Nossa Senhora
do Rosário. A igrejinha foi inaugurada por ele em 8 de
outubro de 1848. O santo, até 1869, comemorava todo ano
a festa de Nossa Senhora do Rosário, solenizando-a com
a presença da banda musical e do coral dos meninos de
Valdocco. O local foi o primeiro centro de culto mariano querido
por Dom Bosco e testemunha privilegiada dos inícios da
Congregação Salesiana. Aqui, de fato, no dia 3
de outubro de 1852, Miguel Rua e José Rocchietti receberam
o hábito clerical. Nesta capela também certamente
rezou Domingos Sávio, no dia 2 de outubro de 1854, por
ocasião de seu primeiro encontro com Dom Bosco e nos dois
anos sucessivos, durante as férias de outono nos Becchi..
Dom Bosco considerava
a reza do Rosário um dos pontos fundamentais de seu método
educativo. Em fevereiro de 1848, o Marquês Roberto d'Azeglio,
amigo pessoal de Carlo Alberto e senador do Reino, deu a honra
de sua visita ao oratório. Dom Bosco o acompanhou para
visitar toda a casa. O Marquês expressou a sua grande satisfação,
mas com uma reserva. Considero tempo perdido, o usado para a
reza do terço.
-Deixe, disse, de recitar aquela coisa antiga de 50 Ave Marias
amarradas uma após a outra.
-Bem, respondeu Dom Bosco - eu gosto muito de tal prática;
e sobre ela, eu diria, que está fundamentada a minha instituição;
estarei disposto a deixar muitas coisas mais importantes, mas
não esta. E com a coragem que lhe era própria,
disse:
-E também, se fosse necessário, estaria disposto
a renunciar à sua preciosa amizade, mas jamais à
oração do Santo Rosário (cf. MB III 294).
O santo dos
jovens foi certamente um dos mais fervorosos adeptos desta prática
do Rosário, para se livrar das insídias do demônio,
para fazer renascer a fé, para obter e cuidar da pureza
dos jovens, para se defender dos erros, para ajudar a Santa Igreja:
era a corda da salvação com o que bater, vencer,
destruir todos os demônios do inferno, como contou na
Vigília da Assunção de 1862, narrando um
sonho que havia tido. "Quero lhes contar um sonho que tive
há poucas noites atrás. Sonhei que estava em companhia
de todos os jovens em Castelnuovo do Asti, na casa de meu irmão.
Enquanto todos faziam recreio, vem para mim um desconhecido e
convida-me a acompanhar-lhe. Segui-lhe e conduziu-me a um prado
próximo ao pátio e ali indicou-me entre a erva
uma enorme serpente de sete ou oito metros de longitude e de
uma grossura
extraordinária. Horrorizado ao contemplá-la, quis
fugir.
- Não, não, - disse-me meu acompanhante; não
fujas; vem comigo.
- Ah!, - exclamei -, não sou tão néscio
para me expor a um tal perigo.
- Então - continuou meu acompanhante -, aguarda aqui.
E seguidamente foi em busca de uma corda e com ela na mão
voltou novamente junto a mim e disse-me:
- Tome esta corda por uma ponta e segure-a bem firme; eu agarrarei
o outro extremo e por-me-ei na parte oposta e assim a manteremos
suspensa sobre a serpente.
- E depois?
- Depois a deixaremos cair sobre a espinha dorsal.
- Ah! Não; por caridade. Pois ai de nós se o fizermos!
A serpente saltará enfurecida e nos despedaçará.
- Não, não; deixe-me a mim - acrescentou o desconhecido
-, eu sei o que faço.
- De maneira nenhuma; não quero fazer uma experiência
que pode-me custar a vida.
E já dispunha-me a fugir, quando o tal insistiu de novo,
assegurando-me que não havia nada que temer; e tanto me
disse que fiquei onde estava disposto a fazer o que me dizia.
Ele, entretanto, passou do outro lado do monstro, levantou a
corda e com ela deu uma chicotada sobre o lombo do animal. A
serpente deu um salto voltando a cabeça para trás
para morder ao objeto que a tinha ferido, mas em lugar de cravar
os dentes na corda, ficou enlaçada nela mediante um nó
corrediço. Então o desconhecido gritou-me:
- Segure bem firme a corda, segure-a bem, que não se lhe
escape.
E correu a uma pereira que havia ali perto e atou a seu tronco
o extremo que tinha na mão; correu depois para mim, agarrou
a outra ponta e foi amarrá-la à grade de uma janela.
Enquanto isso a serpente agitava-se, movia-se em espirais e dava
tais golpes com a cabeça e com sua calda no chão,
que suas carnes rompiam-se saltando em pedaços a grande
distância. Assim continuou enquanto teve vida; e, uma vez
que morreu, só ficou dela o esqueleto descascado e sem
carne.
Então, aquele mesmo homem desatou a corda da árvore
e da janela, recolheu-a, formou com ela um novelo e disse-me:
- Presta atenção!
Colocou a corda em uma caixinha, fechou-a e depois de uns momentos
a abriu. Os jovens tinham ido a meu redor. Olhamos o interior
da caixa e ficamos maravilhados. A corda estava disposta de tal
maneira, que formava as palavras: Ave Maria!
- Mas como é possível?, - disse -. Você colocou
a corda na caixinha à boa de Deus e agora aparece dessa
maneira.
- Olhe - disse ele -: a serpente representa o demônio e
a corda a Ave Maria, ou melhor, o Santo Rosário, que é
uma série de Ave Marias com a qual e com as quais se pode
derrubar, vencer, destruir a todos os demônios do inferno"
(MB VII 238-239).
Também todo o grande trabalho missionário que
os salesianos lançaram no mundo inteiro é marcado
pela oração do rosário, como viu Dom Bosco
em um sonho missionário: "E vi que os nossos Missionários
avançavam em direção àqueles bandos
de selvagens; eles os instruíam e eles escutavam com prazer
a sua voz, os ensinavam e eles aprendiam com cuidado; os advertiam
e eles aceitavam e colocavam em prática os seus conselhos.
Eu estava assistindo e percebi que os Missionários rezavam
o Santo Rosário enquanto os selvagens, correndo de todos
os lugares, abriam-lhes caminho e de bom grado respondiam àquela
oração" (MB X 55).
Esta devoção ao Santo Rosário o acompanhou
até o fim da vida, como recorda esse testemunho de 1886:
"Sobre seu estado de saúde nos dois últimos
anos, Pe. Cerruti depôs no processo informativo: 'Quando
a dor de cabeça e o coração fraco e os olhos
semi abertos não lhe permitiam trabalhar, era doloroso
e confortante espetáculo, vê-lo passar as longas
horas, sentado em seu pobre sofá, em lugar às vezes
meio escuro porque os seus olhos sofriam com a luz, mas sempre
tranquilo e sorridente, com seu terço nas mãos...
Estou profundamente convencido de que sua vida nos últimos
anos foi, sobretudo, uma oração constante a Deus"
(MB XVII 262).
Oração
Ó Rosário
bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus,
vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação
contra os assaltos do inferno,
porto seguro no naufrágio geral, não te deixaremos
nunca mais.
Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti
o último beijo da vida que se apaga.
E a última palavra dos nossos lábios há
de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário,
ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos
pecadores, ó Soberana consoladora dos tristes.
Sede bendita em toda parte, hoje e sempre, na terra e no céu.
(Beato Bartolo Longo)
CRÔNICA
DA FAMÍLIA
VENEZUELA
-
De 2 a 4 de
setembro, em Caracas, houve a XXII Assembléia e o XXIII
Encontro nacional da ADMA. Após a saudação
aos diversos grupos locais ( La Dolorita, La Vega, Boleita, El
Vigia, Pão de Açúcar, Porto Ayacucho, San
Félix, Porto a Cruz: Divino Menino, A Santa Cruz, Serra
Mestra, Valência Centro, Coro, Judibana, Vila Marina, Maracaibo,
e Mérida) a presidente nacional, Ingrid González
de Gómez, falou da "Formação na vida
pessoal", enquanto o animador inspetorial, o Padre Luis
Azzalini, apresentou o caminho trienal em direção
ao bicentenário do nascimento de Dom Bosco. Uma atenção
especial foi dada à delegação que participou
do VI Congresso Internacional de Maria Auxiliadora, na Polônia.
Na tarde do dia 3, depois que o Pe. Azzalini recolocou o tema
da consagração a Maria, apresentado por Pe. Carelli,
durante o Congresso, foi feito o ato da consagração
a Maria Auxiliadora, Mãe da Família Salesiana,
na igreja da "Milagrosa", com todos os animadores presentes.
O encontro teve a animação musical feita pelos
jovens da Dolorita, com o grupo Filhos e Filhas de Maria (HHM),
sementeira da ADMA, e que levara o seu testemunho sobre a viagem
à Polônia, com vídeo e fotos. O último
dia foi dedicado especialmente às conclusões e
propostas feitas em grupos, à luz do que foi proposto
no Congresso de Czestochowa. Também houve a visita de
Pe. Luciano Stefani, inspetor da Venezuela, que nos fez refletir
sobre a consistência da ADMA, sobre o que temos feito para
darmos a nossa contribuição sobre a nossa vida
com Maria, como meio de evangelização, atraindo
os jovens e formando-nos com a capacidade de transmitir a nossa
experiência. Além disso, exortou-nos a fazer avaliações
a nível local para sabermos como caminha a associação
e o que fazer para que seja mais viva, para se renovar em qualidade
e quantidade e ficar em conexão com o movimento salesiano
e com o Boletim Salesiano. No final, presidiu-nos a Eucaristia,
dando-nos, na homilia plena de fé e de amor de Deus, a
missão de conhecermos e imitarmos Dom Bosco hoje. Na saudação
final, a presidente nacional convidou-nos a participarmos aos
associados ausentes, a experiência do encontro e as conclusões
que surgiram, e a vivermos os compromissos assumidos: continuar
a trabalhar, em primeiro lugar para o Reino de Deus e de sua
Mãe, Maria Auxiliadora, pelas nossas famílias e
pelo nosso país. O apostolado deve ser constante, atraindo
as crianças e os jovens à conversão e os
envolvendo a fim de dar um novo rosto à ADMA. Sair das
igrejas e das casas e ir para as ruas, visitar as famílias,
sobretudo as mais afastadas, para que a palavra e a mensagem
de Jesus sejam alcançadas. A nossa grande ajuda ao Senhor
é esta, tendo como guia e grande capitã, Maria
Auxiliadora (Ingrid González de Gómez - Presidente
Nacional).
COLOMBIA
-
Nos dias 10
e 11 de setembro aconteceu em Bucaramanga, um encontro dos grupos
ADMA da região, no qual participaram 50 pessoas da cidade
de Bucaramanga, Contratación, Barrancabermeja, Cucuta,
Pamplona. Comigo estava a presidente inspetorial, Maria del Pilar
Lucas, e o diácono, Juan Diego López. Abordamos
os seguintes temas: a preparação ao bicentenário
do nascimento de Dom Bosco, Maria no documento de Aparecida e
na vida de Dom Bosco. Visitei, também, o grupo Água
de Deus, um grupo em formação e que fará
o seu compromisso em dezembro. Finalmente, em 23 de setembro,
no auditório da obra João Bosco Obrero-Bogotá,
foi celebrada uma Missa solene, presidida pelo Pe. Luis Bernardo
Mur, Delegado Inspetorial para a Família Salesiana e concelebrada
por Pe. Carlos Julio Aponte, diretor da obra, pelo Pe. Jaime
Garcia e por Pe. Daniel Mendez. Prestaram o serviço litúrgico,
os jovens salesianos, estudantes de teologia. Foram motivos da
celebração, a festa de Dom Bosco, o início
das preparações do bicentenário do nascimento
de Dom Bosco e a adesão de novos 24 membros da ADMA (Pe.
Luis Bernardo Mur, Delegado inspetorial para a Família
Salesiana).
SICILIA
- ASSEMBLÉIA REGIONAL -
Domingo, dia
18 de setembro de 2011, aconteceram as eleições
do conselho regional da Sicilia, em São Cataldo, no Instituto
das Filhas de Maria Auxiliadora. Dezesseis centros da ADMA estiveram
presentes ao encontro (Alcamo, Caltagirone, Calatabiano, Canicatti,
Capaci, Catania Maria Auxiliadora, Catania São Francisco,
Floridia, Gela, Marsala, Messina São Pedro e São
Paulo, modica, Palagonia, Palermo Ranchibile, Pozzallo, Taormina
e um grupo de jovens simpatizantes da ADMA de São Cataldo).
Estiveram presentes, os delegados regionais, Pe. Edoardo Cutuli
e Ir. Carmelina Cappello, a vigária inspetorial das FMA,
Ir. Gina Sanfilippo. Foi um presente contarmos com a preseça
de nosso animador mundial, Pe. Pierluigi Cameroni, que animou
o dia de formação dos conselhos locais da Sicilia.
Depois da oração preparada por Pe. Sebastiano Leotta,
houve a apresentação do VI Congresso Internacional
de Maria Auxiliadora, dando graças ao Espírito
Santo pelas maravilhas realizadas. Não podia faltar o
hino do Congresso Totus Tuus. Pe. Pierluigi comentou a oração
inicial evidenciando o fruto do congresso mundial: renovar, através
da devoção a Maria, a dimensão popular do
carisma salesiano. A Auxiliadora é a Nossa Senhora dos
tempos difíceis, e não só nos tempos de
Dom Bosco, mas também hoje, quando estamos atravessando
uma forte crise de fé, em uma cultura onde tudo é
relativo, onde tudo é permitido. Não podemos construir
uma Europa sem Jesus Cristo, distorcendo os valores da vida e
da fé. Czestochowa foi uma escolha inspirada por Deus,
porque os poloneses têm uma fé de grande monta e
têm atingido o seu amor à Nossa Senhora de Jasna
Gora, manifestado também pelas numerosas peregrinações
ao santuário, feitas também, percorrendo centenas
de quilômetros a pé para lhes renderem homenagem.
Depois da apresentação do vídeo sobre a
história e a realidade atual da ADMA, Pe. Pierluigi chamou
os que participaram do grande evento de Czestochowa para testemunharem.
À Santa Missa, concelebrada por todos os delegados da
ADMA presentes, Pe. Pierluigi recomendou a todos, trabalharem
com humildade, espírito de serviço e testemunho,
para serem cristãos confiáveis e verdadeiros discípulos
de Jesus. À tarde, reuniu-se a assembléia para
a eleição do novo conselho, depois que a presidente
em fim de mandato, Senhora Luigina Ciaramella, fez um breve
apanhado sobre os quatro anos passados. O resultado das eleições
foi: Auteri Giuseppe, Ciaramella Luigina, Petitto Venera, Canale
Maria, Burrascano Nicola, Russo Rosario e Fichera Maria Grazia.
O encontro terminou com a Consagração a Maria,
e uma pequena flor contendo a imagem de Nossa Senhora de Czestochowa
foi ofertada a todos os presentes (Petitto Nerina - Secretária
regional).
FILIPINAS
- MENSAGEM -
Congratulações
ao Pe. Cameroni, a Tulio, à ADMA de Turim, aos SDB e FMA
da Polônia e a todos os organizadores deste grande evento:
o VI Congresso Internacional de Maria Auxiliadora em Czestochowas,
Polônia! Jesus Eucarístico e Nossa Senhora Auxílio
dos Cristãos são a razão do sucesso do evento.
Eles tornam possíveis todas as coisas. A mão de
Deus operou. Verdadeiramente um evento da Família Salesiana.
Foi nos dada a oportunidade de encontrar diferentes rostos, culturas
e nações de todo o mundo... como irmãos
e irmãs em Cristo! Desejamos também nos congratularmos
com os jovens que participaram do Congresso. Verdadeiramente
entusiásticos em seu amor a Jesus e Maria! Fizeram do
Congresso, uma antecipação da "Jornada Mundial
da Juventude"... muito salesiano... muito juvenil... Ainda
muito obrigada por este acontecimento belíssimo, inesquecível
e inspirado pelo alto. Levemos juntos, Jesus e Maria para nossas
casas... e os levemos ao mundo!
Gostaríamos
de convidar todos os grupos e todos os membros da ADMA para retomarem
os textos e todo o material levantado e valorizá-los
nos caminhos de formação (cf. www.admadonbosco.org
.
Até o Natal, estará disponível o DVD em
4 idiomas (italiano, espanhol, inglês e polonês),
com as diversas palestras e vídeos do Congresso. Os conselhos
inspetoriais e nacionais da ADMA interessados em adquiri-los,
devem reservar o quanto antes, o número de cópias
que querem e em qual idioma, escrevendo para a adma@admadonbosco.org
No site (www.admadonbosco.org) encontramos as orientações
e os compromissos da ADMA para o ano de 2011-2012.