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Via Maria
Ausiliatrice 32 - 10152 Torino-Valdocco, Italia | E-Mail: pcameroni@salesiani.it - ADMA Valdocco: adma.torino@tiscali.it
ADMA
: ASSOCIAÇÃO DE MARIA AUXILIADORA
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MENSAGEM MENSAL - 24 de dezembro 2010 |
Versão
T |
Maria
nos traz a esperança e a alegria
Maria conhece
bem a nossa situação espiritual, vê como
realmente somos diante de Deus. Hoje, infelizmente, grande parte
da humanidade vive uma situação existencial onde
falta a fé, a caridade, a oração, a confiança
em Deus, uma terra árida onde habitam "corações
endurecidos, corações de pedra". É
uma situação horrível, que marca a separação
do homem, de Deus, a perda de toda a esperança. A vida
longe de Deus é uma vida sem o sol, uma insensibilidade
horrível, uma vida na qual a gente não se sente
contente consigo mesmo, pelo contrário, nós odiamos
a nós mesmos, desprezamos a nós mesmos e odiamos
e desprezamos os outros. Nossa Senhora vê esta inquietude
que vem junto à fome de Deus, fome de felicidade, fome
de eternidade, fome de imortalidade, fome de santidade, fome
de limpeza interior.
Diante desta
situação de escravidão das trevas, Deus
se decidiu por nos dar Misericórdia, Deus nos dá
Maria para nos trazer a esperança e a alegria. A esperança
porque Deus pode nos resgatar, pode nos libertar, quebrar as
correntes da escravidão do mal e pode nos devolver a alegria,
que é a alegria de fazer o bem, a alegria da proximidade
com Deus. Deus é alegria, é uma alegria que todos
aqueles que se convertem experimentam. Maria é fonte da
esperança, fonte de alegria, porque Ela nos traz Jesus,
que é a paz, que é a esperança e a alegria.
É preciso
abrir os nossos corações à misericórdia
de Deus, porque precisamos do perdão dos pecados, da Graça
que santifica, precisamos da purificação do coração,
precisamos da paz, precisamos da alegria, da força, da
luz. Todos nós precisamos enfrentar situações
difíceis de vez em quando, dolorosas, seja em nossa vida
pessoal, seja nas relações com os outros. E às
vezes experimentamos toda a nossa impotência porque observamos
em nós apegos a coisas e pessoas que nos tornam escravos
de vínculos dos quais gostaríamos de nos libertar.
Frequentemente
nos encontramos diante da barreira da indiferença e do
egoísmo e sentimos que perdemos as forças diante
de acontecimentos que parecem nos superar. Jesus disse que tudo
o que pedirmos ao Pai em seu nome, Ele nos concederá.
Experimentemos, portanto, pedir-lhe aquilo que mais queremos,
com a certeza da fé de que a Ele nada é impossível:
das soluções de casos desesperados à paz
do mundo; das curas das doenças graves à reconciliação
de conflitos familiares e sociais. Se estamos em mais pessoas
a pedir a mesma coisa, em pleno acordo, por amor recíproco,
então é Jesus mesmo que está no meio de
nós e ora ao Pai, e segundo a sua promessa, o obteremos.
Nossa Senhora
é como São João Batista, que no tempo de
Advento quer aplanar o caminho de Deus para que possa chegar
aos nossos corações, para que nos traga aquele
que é o dom do Natal, a paz; Jesus é a nossa paz.
Pe.
Pier Luigi Cameron SDB, Animador Espiritual ORAÇÃO
PELA VIDA
Senhor Jesus,
que com fidelidade visitas e preenches com tua Presença
a Igreja e a história dos homens;
que no admirável Sacramento
de teu Corpo e de teu Sangue
nos fazes partícipes da vida divina
e nos concedes saborear antecipadamente
a alegria da vida eterna;
te adoramos e te bendizemos.
Prostrados diante de Ti, fonte e amante da vida,
realmente presente e vivo no meio de nós, te suplicamos:
Renove em nós o respeito por toda a vida humana nascente,
faça com que vejamos no fruto do seio materno, a admirável
obra do Criador;
abra os nossos corações à generosa acolhida
de cada criança que vem à vida.
Abençõe as famílias,
santifica a união dos esposos, torne seu amor fecundo.
Acompanha com a luz do teu Espírito as escolhas das assembléias
legislativas,
a fim de que os povos e as nações reconheçam
e respeitem o caráter sagrado da vida, de toda vida humana.
Dirija os trabalhos dos cientistas e dos médicos,
para que o progresso contribua para o bem integral da pessoa
e nada sofra supressão e injustiça.
Concede caridade criativa aos administradores e aos economistas,
para que saibam intuir e promover condições suficientes
a fim de que as famílias jovens possam
se abrir serenamente ao nascimento de novos filhos.
Consola os casais que sofrem
devido a impossibilidade de terem filhos,
e em sua bondade provê.
Educa a todos para cuidarem das crianças orfãs
ou abandonadas,
para que experimentem o calor de tua Caridade,
o consolo de teu Coração divino.
Com Maria tua Mãe,
a grande crente, em cujo seio assumiste nossa natureza humana,
esperamos de Ti, nosso único verdadeiro Bem e Salvador,
a força de amar e servir à vida,
à espera de viver sempre em Ti, na Comunhão da
Santíssima Trindade.
Amém. (Bento
XVI, 27 de novembro de 2010)
O
Conselho de Presidência e toda a ADMA Primária de
Turim-Valdocco
desejam
a todos os associados da ADMA do mundo e a todos os grupos da
Família Salesiana
a graça de um santo Natal e de um fecundo 2011
acompanhados e abençoados por Maria Auxiliadora.
CAMINHO A CZESTOCHOWA 2011
4. Maria é Mãe dulcíssima
(Pe. Roberto Carelli sdb)
Maria é
Mãe, Mãe de Deus e nossa Mãe. A maternidade
é aquilo que mais caracteriza o seu perfil e a razão
primeira de nossa confiança nela. Na ordem da graça,
como disse Montfort, na verdade há uma só Mãe:
"a cabeça e os membros nascem de uma mesma mãe"1
. E se há uma só mãe, há também
um só amor: "a medida do amor que Maria nutre pelo
Filho é também aquela de seu amor pelos homens,
a cada homem. O seu coração ama pelo amor de Jesus,
do qual somos o Corpo Místico"2 . Maria nos ama com
o mesmo amor com o qual amou Jesus: nada poderia nos incentivar
mais a nossa confiança nela! Por isto a imagem mais cara
e mais comum que a tradição evangélica entrega
à memória de nosso coração é
a cena do Natal, de Maria com o Menino, a centralidade do Menino,
a união do Menino e da Mãe, as inspirações
celestes de José a respeito deles: Entrando na casa, acharam
o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele,
o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como
presentes: ouro, incenso e mirra.
Avisados em
sonho de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra
por outro caminho. Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu
em sonhos a José e disse: "Levanta-te, toma o menino
e sua mãe e foge para o Egito e fica lá até
que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o
matar." José levantou-se durante a noite, tomou o
menino e sua mãe e partiu par a o Egito. Ali permaneceu
até à morte de Herodes para que se cumprisse o
que o Senhor dissera pelo profeta: "Eu chamei do Egito meu
filho"... Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu
em sonhos a José, no Egito, e disse: "Levanta-te,
toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel,
porque morreram os que atentavam contra a vida do menino."
José levantou-se, tomou o menino e sua mãe e foi
para a terra de Israel (Mt 2, 11-15.19-21).
Para compreender
a preciosidade da confiança à maternidade de Maria
é útil fazer breve referência à experiência
criadora do amor materno. O amor materno é o primeiro
amor, é um amor especial: está em nossa origem
e é original, é único e insubstituível.
É o amor que nos gera e nos nutre, que nos doa a vida
e acolhe a nossa vida, que nos oferece a vida e oferece a própria
vida, é o amor mais profundo e a experiência mais
universal. A bem ver, é a forma de amor mais próxima
ao amor trinitário de Deus, onde as pessoas são
uma só coisa. De fato, o relacionamento de simbiose mãe-filho,
a situação extrema na qual se é dois em
um e um em dois, é o tempo no qual, segundo a expressão
de Balthasar "a consciência materna ainda abrange
os dois corpos... a mãe ainda é ela mesma e a criança"3
.
Ora, Maria
é tudo isto para Jesus e também para nós:
de modo singular para Ele, porque o gerou segundo a natureza
humana, e de modo universal para nós, porque nos gerou
para a vida divina. Esta dupla maternidade de Maria é
expressa programaticamente nas belas palavras do Concílio,
onde a maternidade é projetada como caminho e como realidade
feita de muitas dimensões: A Virgem Santíssima,
concebendo, gerando e alimentando Cristo, apresentando-O ao Pai
no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou
de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente
caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida
sobrenatural. É por esta razão nossa mãe
na ordem da graça (LG61).
O outro elemento
da maternidade que não pode ser omitido é que depois
do pecado original, a experiência materna é assinalada
pela dor: como por causa do pecado o dom da vida divina comporta
a cruz do Filho, e como o dom da vida natural não se dá
sem as dores da mãe, assim Maria, como Mãe de Deus
e nossa Mãe, paga o altíssimo preço do amor
de maneira única com mais amor e mais dor. Toda mãe
é chamada a ver seu próprio filho nascer e vê-lo
partir, a tê-lo por muito tempo entre os seus braços
ou a perdê-lo sem poder fazer mais nada, mas Maria, como
Mater divinae gratiae e Mater misericordiae, viveu o amor materno
com uma intensidade insuperável: como deu à luz
e ofertou em sacrifício seu Filho, assim nos faz nascer
à vida da graça e nos faz renascer do abismo do
pecado. Trata-se de uma colaboração íntima
e direta no drama da salvação! É uma maternidade
mística, que mais do que qualquer outra participa da profunda
ligação da Cruz e da Glória que caracteriza
a salvação cristã: "como a Encarnação
recai sobre a Páscoa, assim a maternidade messiânica
recai sobre a maternidade espiritual da Páscoa como plenitude"4.
A característica dramática da maternidade de Maria
é descrita perfeitamente nas palavras de Montfort: Podemos
aplicar a Maria mais do que Paulo aplica a si mesmo estas palavras:
"filhinhos meus, por quem de novo sinto dores de parto,
até que Cristo seja formado em vós" (Gal 4,19).
"até que todos tenhamos chegado à unidade
da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos
o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo"
(Ef 4,13). Santo Agostinho superando a si mesmo e tudo que tenho
dito, disse que todos os predestinados, para serem conforme a
imagem do Filho de Deus, são escondidos, enquanto vivem
aqui na terra, no seio da Santíssima Virgem5.
Um último
elemento útil para se compreender a densidade da experiência
materna, aquele que mostra toda a proximidade à criatividade
de Deus, é o seu caráter de dom: "em cada
homem que vive no mundo refulge um pouco da unicidade de Deus.
O abismo da procriação e da concessão se
lança na profundidade da vida eterna"6. Toda mulher
que se torna mãe, sente que o seu filho não é
uma conquista, mas um dom, que não se coloca na ordem
do cálculo, mas na ordem da graça, que não
é o fruto da evolução, mas o prodígio
da submissão voluntária. E cada homem que se torna
pai, prova uma profunda e silenciosa admiração
pelo milagre da vida que acontece em sua esposa e leva à
luz um filho.
Em Maria, e
ao seu lado, José, esta experiência materna encontra
a sua máxima profundidade, porque o seu Menino é
totalmente um milagre: aquele menino é o Filho de Deus,
e ela é a sua Mãe; aquele Filho não viola
a integridade da mãe, e aquela Mãe tem entre os
braços o seu Criador! Confiando-nos a Maria, nós
nos confiamos Àquela cuja maternidade é resgatada,
elevada, deixada plenamente disponível às grandes
obras de Deus. Aqui a confiança não é simples
proteção, guarda, referência moral, mas é
entrega de vida, de amor, de dignidade, de destino: Maria se
entrega em confiança a Deus, Deus entregou Jesus a ela
em confiança, Jesus aprenderá por Maria a se entregar
e ensinará os Apóstolos a fazer o mesmo. A maternidade
de Maria e a filialidade de Jesus manifestam todo o realismo
da confiança: isso se dá na ordem da formação,
onde a pessoa vem estruturada, modelada, configurada e onde a
liberdade aprende a ser escolhida e a escolher, a ser investida
e a investir, a receber em consignação e a entregar-se,
a receber em dom e a fazer-se dom.
1. Modelados
em Maria
A Igreja tem
origem verdadeiramente em Maria, em sua Cabeça e em seu
Corpo: é Mãe da Cabeça, é Modelo
do Corpo, é Mãe também do Corpo! Como Mãe
da Igreja, ela nos deseja fazer similares a si e a Jesus. Quer
gerar em nós os traços do Filho, e por isto quer
nos oferecer os seus próprios traços, aqueles que
uma vez oferecera ao Filho e que afinal havia recebido do Filho.
O seu amor materno por nós, que é o mesmo amor
que tem por Jesus, se exprime nisto: no fazer-nos como Ele, fazendo-nos
como ela. Confiar-se a Maria é antes de mais nada deixar-se
modelar por ela. Disse eficazmente Grignion: Os santos são
modelados em Maria... Maria é chamada por Santo Agostinho
de molde dos santos, e verdadeiramente o é, vivo molde
de Deus. Isto significa que apenas nela, o Deus-homem foi formado
ao natural, sem que tenha perdido qualquer traço de divindade;
e que ainda apenas nela o homem pode ser formado em Deus ao natural,
quanto o permita a natureza humana7.
Há uma página de Fausto de Riez que exprime de
maneira surpreendente a capacidade de Maria de modelar os corações
segundo Deus. É preciso pensar que ela fez o mesmo também
com Jesus, que do amor recebido desde seu nascimento ele aprendeu
a nos amar até o fim: Ó Maria, amamentaste o teu
Criador! Amamentaste o pão do céu, o redentor do
mundo. Ofereceste o teu peito a ele, e ele sugava, para que depois
ele oferecesse por ti a sua face a quem o espancasse. O pequeno
menino se nutrira do leite de seu seio, para que quando adulto
pudesse aceitar a bebida de vinagre. Dirigiste as suas mãos
para que depois para ti, os seus braços fossem cravados
na cruz. E tu, como mãe, alimentaste o seu corpo, para
que ele, junto com o Pai e o Espírito Santo, doasse a
nós e a ti a vida eterna8.
2. Gerados
em Maria
Maria nos é
verdadeiramente mãe na ordem da graça. Nós
nos confiamos a ela para sermos cada vez mais filhos, para ela.
Ora, para que cresçam em nós sentimentos filiais
em relação a ela devemos nos convencer de que Maria
verdadeiramente nos gera, de que é para nós, tudo
aquilo que u'a mãe o é para um filho, de que nos
dá dons muito maiores e eficazes do que podemos imaginar.
Mas, sobretudo, Maria é para nós, u'a Mãe
maravilhosa, digna de toda a nossa confiança, porque nos
ama com um amor que é todo caridade. Maria nos ama porque
ama Jesus e por causa de Jesus, e nos ama com um amor imenso
porque ama imensamente a Deus: A primeira razão do grande
amor que Maria tem pelos homens é o grande amor que ela
tem por Deus... Por isto, visto que não há, entre
os espíritos beatos, quem ame a Deus mais do que Maria
o ama, nós não temos nem podemos ter quem, depois
de Deus, nos ame mais do que esta nossa Mãe, assim tão
plena de amor. Se colocássemos junto o amor de todas as
mães para com seus filhos, o amor de todos os esposos
para com suas esposas, de todos os devotos para com todos os
santos e anjos, não se chegaria no amor que Maria tem
por uma só alma... Outro motivo pelo qual nós somos
tão amados por Maria é que ela vê que somos
o preço da morte de Jesus Cristo9.
Fica aqui estabelecido que o amor materno é a primeira
e principal forma de confiança. Um filho se confia radicalmente
aos cuidados da própria mãe. A confiança
é a primeira forma de experiência, o primeiro modo
de existir de um filho, algo que deve permanecer indelével.
Esta primeira experiência não é anônima,
mas leva o nome de mãe, e "mamãe" é
a primeira palavra que toda criança pronuncia. Há
uma introdução materna no mundo da língua,
e a língua é a língua-mãe para o
pequenino, foi assim também para Aquele que é "a
Palavra"! E a confiança na mãe é tanta
coisa: é experiência de se ter primazia, ser acolhido,
amado, defendido, sujeito de cuidados e atenção,
orientado à liberdade, preparado para grandes coisas.
Ao se entregar com confiança se compreende que não
é preciso ser, saber e entender tudo, que não se
pode controlar e garantir tudo, porque a fé é em
todo sentido, algo inato! Mas a partir de Jesus e Maria, todo
espaço cristão é preenchido pela lógica
da fé, experimentada em todas as suas matizes: o sentir-se
seguro, o confiar e o entregar-se em confiança; o reconhecer,
o obedecer e o agradecer. É preciso pensar que Jesus,
tendo tido Maria por sua Mãe, e tendo feito a experiência
de sua excelência, não poderia ter feito outra coisa
senão recomendá-la à nossa confiança,
com todo o amor que nutre por ela e com todo o reconhecimento
que o seu coração divino sente por sua mãe
humana.
3. Educados
por Maria
Maria deu a
Jesus tudo aquilo que u'a mãe dá a um filho: não
apenas a vida, mas o sentido da vida, não apenas as feições
físicas, mas também as espirituais, não
apenas a carne, mas também tudo aquilo que da alma é
condicionado pela carne: atitudes mentais e práticas,
dotes de imaginação e inclinações
da sensibilidade, um certo caráter e um dado temperamento.
Maria introduziu humanamente Jesus, propiciando todas as suas
nuances divinas, da língua de seu povo, à oração
de Israel, da leitura e o amor ao Torah, aos usos e costumes
dos pais.
Maria é
a melhor educadora, porque não só educou o Filho,
mas depois foi educada pelo Filho. Na confiança recíproca
- certa vivência a título diverso: primeiro Ele
como Filho e ela como Mãe, depois Ele como Senhor e ela
como Discípula - Jesus e Maria aprenderam a viver tudo
aquilo que se passa em uma relação de livre confiança
segundo a vontade de Deus: a ser respeitáveis e ser dóceis,
a assumir o cuidado e a renunciar cuidados, a viver as afeições
com equilíbrio assim como as separações,
a interpretar e suportar toda aquela carga de alegrias e dores
que são inevitáveis mas também educativas
na vida, pois se trata de uma carga que pode nos fazer crescer
e nos tornar prudentes, ou nos paralizar de maneira insensata,
que pode nos tornar maduros ou imaturos.. Devemos imaginar que
quando Jesus explicava a lógica do amor, servia-se das
palavras e dos exemplos recebidos de Maria: os seus convites
para não se reter mas se encontrar verdadeiramente, para
tratar a terra e produzir fruto como o grão de trigo,
para permanecer Nele como os cordões umbilicais unidos
à vida, inspirava-se na pessoa de sua Mãe, em seu
modo de ser e de se expressar, de ponderar e de avaliar, de servir
e consolar, de apresentar-se e se por de lado, de pedir e de
aguardar.
Ninguém
mais do que Maria pode nos educar sobre aquilo que mais conta
em relação à vontade de Deus em seu duplo
aspecto de vocação e missão. Como Maria,
somos chamados a "apropriarmo-nos" de nossa vocação,
acolhendo-a e percebendo-a como o centro absoluto de nossa identidade,
e a "expropriarmo-nos" de nossa missão, não
considerando-a como possessão pessoal, mas remetendo a
Deus e à Igreja cada uma de nossas obras e cada um de
seus frutos.
Na obra educativa
de Maria se insere toda a obra materna e educativa da Igreja,
que de certa forma é incluída como o prolongamento
dos cuidados que a Mãe teve com o nascimento e o crescimento
de Jesus e com a origem e os primeiros passos da Igreja. Os cristãos
são chamados a compreenderem de maneira fundamental que
são ao mesmo tempo Filhos da Virgem Maria, para cuja geração
e educação espiritual ela coopera com amor de mãe
e porque filhos da Igreja, também, visto que do seu parto
nascemos, com o seu leite somos alimentados, e pelo seu Espírito
somos vivificados. Ambas concorrem, na verdade, para gerar o
Corpo Místico de Cristo; mas se bem que uma e outra Mãe
de Cristo, nenhuma delas sem a outra dá à luz todo
(o Corpo). Por fim, facultar-lhes-á perceber mais distintamente
que a ação da Igreja no mundo é como que
um prolongamento da solicitude de Maria (MC 28).
Para
a oração e a vida
Mergulho com
a mente e o coração na cena natalícia de
Nossa Senhora com o Menino. Reflito como Jesus e Maria se assemelham,
como um lembra o outro, as feições do corpo e os
aspectos da alma. Medito sobre a humildade de Maria que se torna
Mãe de Deus e sobre a humildade de Deus que se faz Filho
do homem.
Reconheço Maria como minha Mãe? Sinto-me verdadeiramente
seu filho? Tenho a humildade e a alegria de me confiar a ela
com a confiança de uma criança, de confiar-lhe
alegrias e dores sem ter vergonha e reservas, de pedir-lhe as
graças que me são necessárias, com espírito
infantil? Como luto contra as tentações do isolamento
e da auto-suficiência, do desespero e da presunção,
da superficialidade e da dureza de coração?
Confiemos a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, os
pais e os educadores, para que todos aqueles que são encarregados
de atribuições e responsabilidades educativas,
os pais e mães de família, os pais e mães
espirituais, os sacerdotes e os bispos com a cabeça, o
Papa, os professores e catequistas, saibam fazer conhecer e ser
apreciada a verdade de um Deus que se fez carne, tornando-se
o "Deus conosco".
VI Congresso
Internacional de Maria Auxiliadora
TOTUS
TUUS
Czestochowa (Polônia) 3-6 de agosto de 2011
CONGRESSO DA
FAMÍLIA SALESIANA
PROMOVIDO PELA ADMA E PELAS INSPETORIAS FMA E SDB DA POLÔNIA
Para conhecer o programa, para informações e inscriçções
http://www.kongresadma.pl./
CRÔNICA
DA FAMÍLIA
CHILE -
VIII CONGRESSO NACIONAL DA ADMA . De 22 a 24 de outubro
aconteceu em Valparaíso a VIII edição do
Congresso Nacional da Associação de Maria Auxiliadora
(ADMA). Para abertura foi programada em primeiro lugar uma Missa
na Igreja "São João Bosco" e depois uma
serata cultural no auditório do Instituto Salesiano, organizada
e dirigida pelos jovens da Pastoral Juvenil e pela Banda da obra.
No Congresso estiveram presentes 210 membros da ADMA vindos de
todo o país - de Iquique a Punta Arenas - e acolhidos
nas residências dos fiéis da comunidade salesiana
da Paróquia e do Instituto de Puerto. O tema escolhido
para este ano, " Com Maria Auxiliadora, discípulos
missionários do Senhor", foi aprofundado graças
à participação de três conferencistas.
O bispo auxiliar de Valparaíso, Dom Santiago Silva, discorreu
sobre o tema "Discípulos missionários nos
termos de Aparecida"; depois, Rafael Silva, responsável
nacional pelas Missões Continentais apresentou o significado,
os objetivos, e as etapas necessárias para a missão.
Por último
Pe. Patrício Alvarez fez sua palestra com o título
"Maria, modelo do discípulo missionário".
O encerramento do Congresso foi domingo, dia 24, com a concelebração
da Eucaristia na Igreja Paroquial "São João
Bosco", presidida pelo Inspetor, Pe. Leonardo Santibañez,
e concelebrada por Pe. Vicente Socors, Animador Nacional da ADMA,
e por Pe. José López Verdugo e Pe. Augusto Aliaga,
da comunidade salesiana de Valparaíso. Durante o Congresso,
os membro da ADMA tiveram também as eleições
da Associação. Após o discernimento e o
diálogo ficou confirmado como Presidente Nacional Ricardo
Ortiz, que, por direito, torna-se também o Coordenador
da Região Metropolitana. Para a região de Valparaíso
foi eleita a Coordenadora Elsa Villarroel; para a Área
de Maule, como encarregado ficou o casal Gabriel e Loreto Letelier;
enquanto Lydia Avendano será a coordenadora para a região
de Puerto Montt, Valdivia, Urriaza Gladys e a região sul.
Nas saudações finais, o Presidente Nacional da
ADMA observou a qualidade e a atmosfera de fraternidade em que
se transcorreu o Congresso, assim como a acolhida e a disponibilidade
da comunidade salesiana, e concluiu recordando a todos o encontro
marcado para o Congresso Mundial da ADMA programado para o ano
de 2011 na Polônia.
LUANDA,
ANGOLA - novembro 2010 - De 7 a 10 de novembro, Pe. Adriano
Bregolin, Vigário do Reitor-Mor, esteve em visita de animação
à Inspetoria de Angola (ANG). No primeiro dia Pe. Bregolin
acompanhado pelo Pe. Filiberto Rodriguez Martin, Superior ANG,
celebrou a Eucaristia na Igreja de São Paulo e encontrou-se
com o grupo da Associação de Maria Auxiliadora
(ADMA) da Paróquia e da Capela do Bom Pastor".
PRIMEIRA
ASSEMBLÉIA DOS GRUPOS DA ADMA DE PUGLIA - BASILICATA - Domingo,
14 de novembro de 2010, no Centro de Espiritualidade Mamre de
Santeramo (Bari) aconteceu a Primeira Assembléia Regional
dos grupos da ADMA da Puglia e da Basilicata. Participaram cerca
de 120 associados, representando os dez grupos ativos da Região,
que responderam com entusiasmo ao convite do Vigário Inspetorial,
Pe. Guido Errico e do Delegado Regional da Família Salesiana,
Pe. Tommaso De Mitri, para participarem do primeiro Congresso
Regional. Responderam ao apelo, os grupos da ADMA de Bari, Bisceglie,
Cerignola, Foggia, Lecce, Manduria, Martina Franca, Molfetta
e Potenza. A circunstância da convocação
deu-se de modo providencial, graças à presença
na região, do Animador Espiritual Mundial, Pe. Pier Luigi
Cameroni. Na abertura dos trabalhos, houve uma belíssima
oração inicial preparada pela ADMA de Martina Franca,
com o título "A Jesus por Maria" que preencheu
o dia todo, dirigindo a atenção dos presentes para
o tema anual da confiança em Maria, ao assunto tratado
pelo Relator Pe. Pier Luigi sobre "Identidade e missão
da ADMA" e à mensagem do terceiro domingo do Tempo
Comum "Com a vossa perseverança salvarás a
vossa vida" (Lc 21,19). Depois, houve a saudação
de acolhida do Delegado Regional FS e do Vigário Inspetorial,
seguidas pelo discurso de boas-vindas do novo Presidente Regional,
o Senhor Nino Macario.
As palavras
de Pe. Cameroni literalmente conquistaram o auditório
nos vários momentos do Congresso: as duas assembléias,
a primeira de caráter formativo e a segunda de aspecto
organizacional. O discurso de Pe. Cameroni estendeu-se pelo mundo
salesiano apresentando a diversificada e dinâmica vitalidade
da ADMA por ele recentemente visitada na Venezuela e nas Filipinas.
As características comuns a todas as associações
são a profunda espiritualidade mariana e um corajoso empenho
apostólico em plena sintonia com o carisma de Dom Bosco.
Em todas as associações marianas se observa um
grande interesse pelo evento do VI Congresso Internacional Mariano
que será em Czestochowa, na Polônia, de 3 a 6 de
agosto de 2011. Está se estendendo por toda a parte o
associonismo da ADMA também aos jovens e aos casais jovens.
A Assembléia
terminou com um bate-papo sobre vários aspectos operacionais,
com referência especialmente aos Cadernos da ADMA e aos
subsídios mensais disponíveis no site da Associação,
aos quais se pode recorrer para extrair mensagens de formação,
idéias de organização e notícias
provenientes de vários grupos da ADMA da Itália
e do mundo. A Santa Missa foi concelebrada na Capela do Instituto
Salesiano, por todos os animadores espirituais dos grupos da
ADMA presentes e participada, além dos congressistas,
por toda a Família Salesiana de Santeramo. Um momento
de fraternização concluiu a manhã, a qual
foi considerada por todos, como uma preciosa oportunidade para
se relançar a vida associativa nas várias sedes
e para concretizar uma coordenação regional graças
à animação do novo Conselho Regional oficialmente
empossado durante o evento. Todos se despediram com o compromisso
de reviverem anualmente esta experiência inesquecível
e com a intenção, por parte de alguns, de terem
um encontro marcado na Polônia (Pe. Tommaso De Mitri SDB
- Animador espiritual Regional da ADMA de Puglia).
*** Convidamos calorosamente todos os grupos de língua espanhola, em
particular da América, a fazer conhecer e difundir a Revista
de Maria Auxiliadora em edição
espanhola
Rivista del Santuário-Basílica
María Ausiliatrice, Torino-Valdocco, Italia Edición
Hispana P.O. Box Internacional No.025577, PBMo36482
- Miami,
FL. 33102-5577 - Tel.: (809) 530-5377 o (809) 229-2935 Web Site: www.maria-auxiliadora.org
- Email: revista@maria-auxiliadora.org
Josephine
Modesto, Diretora da Edicão Espanhola - Email: josephine@maria-auxiliadora.org
INFO ADMA
-
INFO ADMA - INFO ADMA
- INFO
ADMA
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- Via Maria Ausiliatrice 32 | 10152 Torino-valdocco, ITALIA
Tel.: 0039-011-5224216 /
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