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ADMA : ASSOCIAÇÃO DE MARIA AUXILIADORA

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   MENSAGEM MENSAL - 24 de dezembro 2010    

Versão T
 

Maria nos traz a esperança e a alegria


Maria conhece bem a nossa situação espiritual, vê como realmente somos diante de Deus. Hoje, infelizmente, grande parte da humanidade vive uma situação existencial onde falta a fé, a caridade, a oração, a confiança em Deus, uma terra árida onde habitam "corações endurecidos, corações de pedra". É uma situação horrível, que marca a separação do homem, de Deus, a perda de toda a esperança. A vida longe de Deus é uma vida sem o sol, uma insensibilidade horrível, uma vida na qual a gente não se sente contente consigo mesmo, pelo contrário, nós odiamos a nós mesmos, desprezamos a nós mesmos e odiamos e desprezamos os outros. Nossa Senhora vê esta inquietude que vem junto à fome de Deus, fome de felicidade, fome de eternidade, fome de imortalidade, fome de santidade, fome de limpeza interior.

Diante desta situação de escravidão das trevas, Deus se decidiu por nos dar Misericórdia, Deus nos dá Maria para nos trazer a esperança e a alegria. A esperança porque Deus pode nos resgatar, pode nos libertar, quebrar as correntes da escravidão do mal e pode nos devolver a alegria, que é a alegria de fazer o bem, a alegria da proximidade com Deus. Deus é alegria, é uma alegria que todos aqueles que se convertem experimentam. Maria é fonte da esperança, fonte de alegria, porque Ela nos traz Jesus, que é a paz, que é a esperança e a alegria.

É preciso abrir os nossos corações à misericórdia de Deus, porque precisamos do perdão dos pecados, da Graça que santifica, precisamos da purificação do coração, precisamos da paz, precisamos da alegria, da força, da luz. Todos nós precisamos enfrentar situações difíceis de vez em quando, dolorosas, seja em nossa vida pessoal, seja nas relações com os outros. E às vezes experimentamos toda a nossa impotência porque observamos em nós apegos a coisas e pessoas que nos tornam escravos de vínculos dos quais gostaríamos de nos libertar.

Frequentemente nos encontramos diante da barreira da indiferença e do egoísmo e sentimos que perdemos as forças diante de acontecimentos que parecem nos superar. Jesus disse que tudo o que pedirmos ao Pai em seu nome, Ele nos concederá. Experimentemos, portanto, pedir-lhe aquilo que mais queremos, com a certeza da fé de que a Ele nada é impossível: das soluções de casos desesperados à paz do mundo; das curas das doenças graves à reconciliação de conflitos familiares e sociais. Se estamos em mais pessoas a pedir a mesma coisa, em pleno acordo, por amor recíproco, então é Jesus mesmo que está no meio de nós e ora ao Pai, e segundo a sua promessa, o obteremos.

Nossa Senhora é como São João Batista, que no tempo de Advento quer aplanar o caminho de Deus para que possa chegar aos nossos corações, para que nos traga aquele que é o dom do Natal, a paz; Jesus é a nossa paz.

                                                                             Pe. Pier Luigi Cameron SDB, Animador Espiritual


ORAÇÃO PELA VIDA

Senhor Jesus,
que com fidelidade visitas e preenches com tua Presença
a Igreja e a história dos homens;
que no admirável Sacramento
de teu Corpo e de teu Sangue
nos fazes partícipes da vida divina
e nos concedes saborear antecipadamente
a alegria da vida eterna;
te adoramos e te bendizemos.
Prostrados diante de Ti, fonte e amante da vida,
realmente presente e vivo no meio de nós, te suplicamos:
Renove em nós o respeito por toda a vida humana nascente,
faça com que vejamos no fruto do seio materno, a admirável obra do Criador;
abra os nossos corações à generosa acolhida de cada criança que vem à vida.
Abençõe as famílias,
santifica a união dos esposos, torne seu amor fecundo.
Acompanha com a luz do teu Espírito as escolhas das assembléias legislativas,
a fim de que os povos e as nações reconheçam
e respeitem o caráter sagrado da vida, de toda vida humana.
Dirija os trabalhos dos cientistas e dos médicos,
para que o progresso contribua para o bem integral da pessoa
e nada sofra supressão e injustiça.
Concede caridade criativa aos administradores e aos economistas,
para que saibam intuir e promover condições suficientes
a fim de que as famílias jovens
possam se abrir serenamente ao nascimento de novos filhos.
Consola os casais que sofrem
devido a impossibilidade de terem filhos,
e em sua bondade provê.
Educa a todos para cuidarem das crianças orfãs ou abandonadas,
para que experimentem o calor de tua Caridade,
o consolo de teu Coração divino.
Com Maria tua Mãe,
a grande crente, em cujo seio assumiste nossa natureza humana,
esperamos de Ti, nosso único verdadeiro Bem e Salvador,
a força de amar e servir à vida,
à espera de viver sempre em Ti, na Comunhão da Santíssima Trindade.
Amém.                                                      (Bento XVI, 27 de novembro de 2010)

O Conselho de Presidência e toda a ADMA Primária de Turim-Valdocco

desejam a todos os associados da ADMA do mundo e a todos os grupos da Família Salesiana
a graça de um santo Natal e de um fecundo 2011
acompanhados e abençoados por Maria Auxiliadora.

  CAMINHO A CZESTOCHOWA 2011




       
4. Maria é Mãe dulcíssima (Pe. Roberto Carelli sdb)

Maria é Mãe, Mãe de Deus e nossa Mãe. A maternidade é aquilo que mais caracteriza o seu perfil e a razão primeira de nossa confiança nela. Na ordem da graça, como disse Montfort, na verdade há uma só Mãe: "a cabeça e os membros nascem de uma mesma mãe"1 . E se há uma só mãe, há também um só amor: "a medida do amor que Maria nutre pelo Filho é também aquela de seu amor pelos homens, a cada homem. O seu coração ama pelo amor de Jesus, do qual somos o Corpo Místico"2 . Maria nos ama com o mesmo amor com o qual amou Jesus: nada poderia nos incentivar mais a nossa confiança nela! Por isto a imagem mais cara e mais comum que a tradição evangélica entrega à memória de nosso coração é a cena do Natal, de Maria com o Menino, a centralidade do Menino, a união do Menino e da Mãe, as inspirações celestes de José a respeito deles: Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.

Avisados em sonho de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho. Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar." José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu par a o Egito. Ali permaneceu até à morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: "Eu chamei do Egito meu filho"... Com a morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe e retorna à terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do menino." José levantou-se, tomou o menino e sua mãe e foi para a terra de Israel (Mt 2, 11-15.19-21).

Para compreender a preciosidade da confiança à maternidade de Maria é útil fazer breve referência à experiência criadora do amor materno. O amor materno é o primeiro amor, é um amor especial: está em nossa origem e é original, é único e insubstituível. É o amor que nos gera e nos nutre, que nos doa a vida e acolhe a nossa vida, que nos oferece a vida e oferece a própria vida, é o amor mais profundo e a experiência mais universal. A bem ver, é a forma de amor mais próxima ao amor trinitário de Deus, onde as pessoas são uma só coisa. De fato, o relacionamento de simbiose mãe-filho, a situação extrema na qual se é dois em um e um em dois, é o tempo no qual, segundo a expressão de Balthasar "a consciência materna ainda abrange os dois corpos... a mãe ainda é ela mesma e a criança"3 .

Ora, Maria é tudo isto para Jesus e também para nós: de modo singular para Ele, porque o gerou segundo a natureza humana, e de modo universal para nós, porque nos gerou para a vida divina. Esta dupla maternidade de Maria é expressa programaticamente nas belas palavras do Concílio, onde a maternidade é projetada como caminho e como realidade feita de muitas dimensões: A Virgem Santíssima, concebendo, gerando e alimentando Cristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça (LG61).

O outro elemento da maternidade que não pode ser omitido é que depois do pecado original, a experiência materna é assinalada pela dor: como por causa do pecado o dom da vida divina comporta a cruz do Filho, e como o dom da vida natural não se dá sem as dores da mãe, assim Maria, como Mãe de Deus e nossa Mãe, paga o altíssimo preço do amor de maneira única com mais amor e mais dor. Toda mãe é chamada a ver seu próprio filho nascer e vê-lo partir, a tê-lo por muito tempo entre os seus braços ou a perdê-lo sem poder fazer mais nada, mas Maria, como Mater divinae gratiae e Mater misericordiae, viveu o amor materno com uma intensidade insuperável: como deu à luz e ofertou em sacrifício seu Filho, assim nos faz nascer à vida da graça e nos faz renascer do abismo do pecado. Trata-se de uma colaboração íntima e direta no drama da salvação! É uma maternidade mística, que mais do que qualquer outra participa da profunda ligação da Cruz e da Glória que caracteriza a salvação cristã: "como a Encarnação recai sobre a Páscoa, assim a maternidade messiânica recai sobre a maternidade espiritual da Páscoa como plenitude"4. A característica dramática da maternidade de Maria é descrita perfeitamente nas palavras de Montfort: Podemos aplicar a Maria mais do que Paulo aplica a si mesmo estas palavras: "filhinhos meus, por quem de novo sinto dores de parto, até que Cristo seja formado em vós" (Gal 4,19). "até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo" (Ef 4,13). Santo Agostinho superando a si mesmo e tudo que tenho dito, disse que todos os predestinados, para serem conforme a imagem do Filho de Deus, são escondidos, enquanto vivem aqui na terra, no seio da Santíssima Virgem5.

Um último elemento útil para se compreender a densidade da experiência materna, aquele que mostra toda a proximidade à criatividade de Deus, é o seu caráter de dom: "em cada homem que vive no mundo refulge um pouco da unicidade de Deus. O abismo da procriação e da concessão se lança na profundidade da vida eterna"6. Toda mulher que se torna mãe, sente que o seu filho não é uma conquista, mas um dom, que não se coloca na ordem do cálculo, mas na ordem da graça, que não é o fruto da evolução, mas o prodígio da submissão voluntária. E cada homem que se torna pai, prova uma profunda e silenciosa admiração pelo milagre da vida que acontece em sua esposa e leva à luz um filho.

Em Maria, e ao seu lado, José, esta experiência materna encontra a sua máxima profundidade, porque o seu Menino é totalmente um milagre: aquele menino é o Filho de Deus, e ela é a sua Mãe; aquele Filho não viola a integridade da mãe, e aquela Mãe tem entre os braços o seu Criador! Confiando-nos a Maria, nós nos confiamos Àquela cuja maternidade é resgatada, elevada, deixada plenamente disponível às grandes obras de Deus. Aqui a confiança não é simples proteção, guarda, referência moral, mas é entrega de vida, de amor, de dignidade, de destino: Maria se entrega em confiança a Deus, Deus entregou Jesus a ela em confiança, Jesus aprenderá por Maria a se entregar e ensinará os Apóstolos a fazer o mesmo. A maternidade de Maria e a filialidade de Jesus manifestam todo o realismo da confiança: isso se dá na ordem da formação, onde a pessoa vem estruturada, modelada, configurada e onde a liberdade aprende a ser escolhida e a escolher, a ser investida e a investir, a receber em consignação e a entregar-se, a receber em dom e a fazer-se dom.

1. Modelados em Maria

A Igreja tem origem verdadeiramente em Maria, em sua Cabeça e em seu Corpo: é Mãe da Cabeça, é Modelo do Corpo, é Mãe também do Corpo! Como Mãe da Igreja, ela nos deseja fazer similares a si e a Jesus. Quer gerar em nós os traços do Filho, e por isto quer nos oferecer os seus próprios traços, aqueles que uma vez oferecera ao Filho e que afinal havia recebido do Filho. O seu amor materno por nós, que é o mesmo amor que tem por Jesus, se exprime nisto: no fazer-nos como Ele, fazendo-nos como ela. Confiar-se a Maria é antes de mais nada deixar-se modelar por ela. Disse eficazmente Grignion: Os santos são modelados em Maria... Maria é chamada por Santo Agostinho de molde dos santos, e verdadeiramente o é, vivo molde de Deus. Isto significa que apenas nela, o Deus-homem foi formado ao natural, sem que tenha perdido qualquer traço de divindade; e que ainda apenas nela o homem pode ser formado em Deus ao natural, quanto o permita a natureza humana7.
Há uma página de Fausto de Riez que exprime de maneira surpreendente a capacidade de Maria de modelar os corações segundo Deus. É preciso pensar que ela fez o mesmo também com Jesus, que do amor recebido desde seu nascimento ele aprendeu a nos amar até o fim: Ó Maria, amamentaste o teu Criador! Amamentaste o pão do céu, o redentor do mundo. Ofereceste o teu peito a ele, e ele sugava, para que depois ele oferecesse por ti a sua face a quem o espancasse. O pequeno menino se nutrira do leite de seu seio, para que quando adulto pudesse aceitar a bebida de vinagre. Dirigiste as suas mãos para que depois para ti, os seus braços fossem cravados na cruz. E tu, como mãe, alimentaste o seu corpo, para que ele, junto com o Pai e o Espírito Santo, doasse a nós e a ti a vida eterna8.

2. Gerados em Maria

Maria nos é verdadeiramente mãe na ordem da graça. Nós nos confiamos a ela para sermos cada vez mais filhos, para ela. Ora, para que cresçam em nós sentimentos filiais em relação a ela devemos nos convencer de que Maria verdadeiramente nos gera, de que é para nós, tudo aquilo que u'a mãe o é para um filho, de que nos dá dons muito maiores e eficazes do que podemos imaginar. Mas, sobretudo, Maria é para nós, u'a Mãe maravilhosa, digna de toda a nossa confiança, porque nos ama com um amor que é todo caridade. Maria nos ama porque ama Jesus e por causa de Jesus, e nos ama com um amor imenso porque ama imensamente a Deus: A primeira razão do grande amor que Maria tem pelos homens é o grande amor que ela tem por Deus... Por isto, visto que não há, entre os espíritos beatos, quem ame a Deus mais do que Maria o ama, nós não temos nem podemos ter quem, depois de Deus, nos ame mais do que esta nossa Mãe, assim tão plena de amor. Se colocássemos junto o amor de todas as mães para com seus filhos, o amor de todos os esposos para com suas esposas, de todos os devotos para com todos os santos e anjos, não se chegaria no amor que Maria tem por uma só alma... Outro motivo pelo qual nós somos tão amados por Maria é que ela vê que somos o preço da morte de Jesus Cristo9.
Fica aqui estabelecido que o amor materno é a primeira e principal forma de confiança. Um filho se confia radicalmente aos cuidados da própria mãe. A confiança é a primeira forma de experiência, o primeiro modo de existir de um filho, algo que deve permanecer indelével. Esta primeira experiência não é anônima, mas leva o nome de mãe, e "mamãe" é a primeira palavra que toda criança pronuncia. Há uma introdução materna no mundo da língua, e a língua é a língua-mãe para o pequenino, foi assim também para Aquele que é "a Palavra"! E a confiança na mãe é tanta coisa: é experiência de se ter primazia, ser acolhido, amado, defendido, sujeito de cuidados e atenção, orientado à liberdade, preparado para grandes coisas. Ao se entregar com confiança se compreende que não é preciso ser, saber e entender tudo, que não se pode controlar e garantir tudo, porque a fé é em todo sentido, algo inato! Mas a partir de Jesus e Maria, todo espaço cristão é preenchido pela lógica da fé, experimentada em todas as suas matizes: o sentir-se seguro, o confiar e o entregar-se em confiança; o reconhecer, o obedecer e o agradecer. É preciso pensar que Jesus, tendo tido Maria por sua Mãe, e tendo feito a experiência de sua excelência, não poderia ter feito outra coisa senão recomendá-la à nossa confiança, com todo o amor que nutre por ela e com todo o reconhecimento que o seu coração divino sente por sua mãe humana.

3. Educados por Maria

Maria deu a Jesus tudo aquilo que u'a mãe dá a um filho: não apenas a vida, mas o sentido da vida, não apenas as feições físicas, mas também as espirituais, não apenas a carne, mas também tudo aquilo que da alma é condicionado pela carne: atitudes mentais e práticas, dotes de imaginação e inclinações da sensibilidade, um certo caráter e um dado temperamento. Maria introduziu humanamente Jesus, propiciando todas as suas nuances divinas, da língua de seu povo, à oração de Israel, da leitura e o amor ao Torah, aos usos e costumes dos pais.

Maria é a melhor educadora, porque não só educou o Filho, mas depois foi educada pelo Filho. Na confiança recíproca - certa vivência a título diverso: primeiro Ele como Filho e ela como Mãe, depois Ele como Senhor e ela como Discípula - Jesus e Maria aprenderam a viver tudo aquilo que se passa em uma relação de livre confiança segundo a vontade de Deus: a ser respeitáveis e ser dóceis, a assumir o cuidado e a renunciar cuidados, a viver as afeições com equilíbrio assim como as separações, a interpretar e suportar toda aquela carga de alegrias e dores que são inevitáveis mas também educativas na vida, pois se trata de uma carga que pode nos fazer crescer e nos tornar prudentes, ou nos paralizar de maneira insensata, que pode nos tornar maduros ou imaturos.. Devemos imaginar que quando Jesus explicava a lógica do amor, servia-se das palavras e dos exemplos recebidos de Maria: os seus convites para não se reter mas se encontrar verdadeiramente, para tratar a terra e produzir fruto como o grão de trigo, para permanecer Nele como os cordões umbilicais unidos à vida, inspirava-se na pessoa de sua Mãe, em seu modo de ser e de se expressar, de ponderar e de avaliar, de servir e consolar, de apresentar-se e se por de lado, de pedir e de aguardar.

Ninguém mais do que Maria pode nos educar sobre aquilo que mais conta em relação à vontade de Deus em seu duplo aspecto de vocação e missão. Como Maria, somos chamados a "apropriarmo-nos" de nossa vocação, acolhendo-a e percebendo-a como o centro absoluto de nossa identidade, e a "expropriarmo-nos" de nossa missão, não considerando-a como possessão pessoal, mas remetendo a Deus e à Igreja cada uma de nossas obras e cada um de seus frutos.

Na obra educativa de Maria se insere toda a obra materna e educativa da Igreja, que de certa forma é incluída como o prolongamento dos cuidados que a Mãe teve com o nascimento e o crescimento de Jesus e com a origem e os primeiros passos da Igreja. Os cristãos são chamados a compreenderem de maneira fundamental que são ao mesmo tempo Filhos da Virgem Maria, para cuja geração e educação espiritual ela coopera com amor de mãe e porque filhos da Igreja, também, visto que do seu parto nascemos, com o seu leite somos alimentados, e pelo seu Espírito somos vivificados. Ambas concorrem, na verdade, para gerar o Corpo Místico de Cristo; mas se bem que uma e outra Mãe de Cristo, nenhuma delas sem a outra dá à luz todo (o Corpo). Por fim, facultar-lhes-á perceber mais distintamente que a ação da Igreja no mundo é como que um prolongamento da solicitude de Maria (MC 28).

Para a oração e a vida

Mergulho com a mente e o coração na cena natalícia de Nossa Senhora com o Menino. Reflito como Jesus e Maria se assemelham, como um lembra o outro, as feições do corpo e os aspectos da alma. Medito sobre a humildade de Maria que se torna Mãe de Deus e sobre a humildade de Deus que se faz Filho do homem.
Reconheço Maria como minha Mãe? Sinto-me verdadeiramente seu filho? Tenho a humildade e a alegria de me confiar a ela com a confiança de uma criança, de confiar-lhe alegrias e dores sem ter vergonha e reservas, de pedir-lhe as graças que me são necessárias, com espírito infantil? Como luto contra as tentações do isolamento e da auto-suficiência, do desespero e da presunção, da superficialidade e da dureza de coração?
Confiemos a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, os pais e os educadores, para que todos aqueles que são encarregados de atribuições e responsabilidades educativas, os pais e mães de família, os pais e mães espirituais, os sacerdotes e os bispos com a cabeça, o Papa, os professores e catequistas, saibam fazer conhecer e ser apreciada a verdade de um Deus que se fez carne, tornando-se o "Deus conosco".

VI Congresso Internacional de Maria Auxiliadora
                              TOTUS TUUS
Czestochowa (Polônia) 3-6 de agosto de 2011

CONGRESSO DA FAMÍLIA SALESIANA
PROMOVIDO PELA ADMA E PELAS INSPETORIAS FMA E SDB DA POLÔNIA
Para conhecer o programa, para informações e inscriçções

http://www.kongresadma.pl./

 CRÔNICA DA FAMÍLIA


CHILE - VIII CONGRESSO NACIONAL DA ADMA .


De 22 a 24 de outubro aconteceu em Valparaíso a VIII edição do Congresso Nacional da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA). Para abertura foi programada em primeiro lugar uma Missa na Igreja "São João Bosco" e depois uma serata cultural no auditório do Instituto Salesiano, organizada e dirigida pelos jovens da Pastoral Juvenil e pela Banda da obra. No Congresso estiveram presentes 210 membros da ADMA vindos de todo o país - de Iquique a Punta Arenas - e acolhidos nas residências dos fiéis da comunidade salesiana da Paróquia e do Instituto de Puerto. O tema escolhido para este ano, " Com Maria Auxiliadora, discípulos missionários do Senhor", foi aprofundado graças à participação de três conferencistas. O bispo auxiliar de Valparaíso, Dom Santiago Silva, discorreu sobre o tema "Discípulos missionários nos termos de Aparecida"; depois, Rafael Silva, responsável nacional pelas Missões Continentais apresentou o significado, os objetivos, e as etapas necessárias para a missão.

Por último Pe. Patrício Alvarez fez sua palestra com o título "Maria, modelo do discípulo missionário". O encerramento do Congresso foi domingo, dia 24, com a concelebração da Eucaristia na Igreja Paroquial "São João Bosco", presidida pelo Inspetor, Pe. Leonardo Santibañez, e concelebrada por Pe. Vicente Socors, Animador Nacional da ADMA, e por Pe. José López Verdugo e Pe. Augusto Aliaga, da comunidade salesiana de Valparaíso. Durante o Congresso, os membro da ADMA tiveram também as eleições da Associação. Após o discernimento e o diálogo ficou confirmado como Presidente Nacional Ricardo Ortiz, que, por direito, torna-se também o Coordenador da Região Metropolitana. Para a região de Valparaíso foi eleita a Coordenadora Elsa Villarroel; para a Área de Maule, como encarregado ficou o casal Gabriel e Loreto Letelier; enquanto Lydia Avendano será a coordenadora para a região de Puerto Montt, Valdivia, Urriaza Gladys e a região sul. Nas saudações finais, o Presidente Nacional da ADMA observou a qualidade e a atmosfera de fraternidade em que se transcorreu o Congresso, assim como a acolhida e a disponibilidade da comunidade salesiana, e concluiu recordando a todos o encontro marcado para o Congresso Mundial da ADMA programado para o ano de 2011 na Polônia.

LUANDA, ANGOLA - novembro 2010 -


De 7 a 10 de novembro, Pe. Adriano Bregolin, Vigário do Reitor-Mor, esteve em visita de animação à Inspetoria de Angola (ANG). No primeiro dia Pe. Bregolin acompanhado pelo Pe. Filiberto Rodriguez Martin, Superior ANG, celebrou a Eucaristia na Igreja de São Paulo e encontrou-se com o grupo da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA) da Paróquia e da Capela do Bom Pastor".

PRIMEIRA ASSEMBLÉIA DOS GRUPOS DA ADMA DE PUGLIA - BASILICATA -


Domingo, 14 de novembro de 2010, no Centro de Espiritualidade Mamre de Santeramo (Bari) aconteceu a Primeira Assembléia Regional dos grupos da ADMA da Puglia e da Basilicata. Participaram cerca de 120 associados, representando os dez grupos ativos da Região, que responderam com entusiasmo ao convite do Vigário Inspetorial, Pe. Guido Errico e do Delegado Regional da Família Salesiana, Pe. Tommaso De Mitri, para participarem do primeiro Congresso Regional. Responderam ao apelo, os grupos da ADMA de Bari, Bisceglie, Cerignola, Foggia, Lecce, Manduria, Martina Franca, Molfetta e Potenza. A circunstância da convocação deu-se de modo providencial, graças à presença na região, do Animador Espiritual Mundial, Pe. Pier Luigi Cameroni. Na abertura dos trabalhos, houve uma belíssima oração inicial preparada pela ADMA de Martina Franca, com o título "A Jesus por Maria" que preencheu o dia todo, dirigindo a atenção dos presentes para o tema anual da confiança em Maria, ao assunto tratado pelo Relator Pe. Pier Luigi sobre "Identidade e missão da ADMA" e à mensagem do terceiro domingo do Tempo Comum "Com a vossa perseverança salvarás a vossa vida" (Lc 21,19). Depois, houve a saudação de acolhida do Delegado Regional FS e do Vigário Inspetorial, seguidas pelo discurso de boas-vindas do novo Presidente Regional, o Senhor Nino Macario.

As palavras de Pe. Cameroni literalmente conquistaram o auditório nos vários momentos do Congresso: as duas assembléias, a primeira de caráter formativo e a segunda de aspecto organizacional. O discurso de Pe. Cameroni estendeu-se pelo mundo salesiano apresentando a diversificada e dinâmica vitalidade da ADMA por ele recentemente visitada na Venezuela e nas Filipinas. As características comuns a todas as associações são a profunda espiritualidade mariana e um corajoso empenho apostólico em plena sintonia com o carisma de Dom Bosco. Em todas as associações marianas se observa um grande interesse pelo evento do VI Congresso Internacional Mariano que será em Czestochowa, na Polônia, de 3 a 6 de agosto de 2011. Está se estendendo por toda a parte o associonismo da ADMA também aos jovens e aos casais jovens.

A Assembléia terminou com um bate-papo sobre vários aspectos operacionais, com referência especialmente aos Cadernos da ADMA e aos subsídios mensais disponíveis no site da Associação, aos quais se pode recorrer para extrair mensagens de formação, idéias de organização e notícias provenientes de vários grupos da ADMA da Itália e do mundo. A Santa Missa foi concelebrada na Capela do Instituto Salesiano, por todos os animadores espirituais dos grupos da ADMA presentes e participada, além dos congressistas, por toda a Família Salesiana de Santeramo. Um momento de fraternização concluiu a manhã, a qual foi considerada por todos, como uma preciosa oportunidade para se relançar a vida associativa nas várias sedes e para concretizar uma coordenação regional graças à animação do novo Conselho Regional oficialmente empossado durante o evento. Todos se despediram com o compromisso de reviverem anualmente esta experiência inesquecível e com a intenção, por parte de alguns, de terem um encontro marcado na Polônia (Pe. Tommaso De Mitri SDB - Animador espiritual Regional da ADMA de Puglia).


*** Convidamos calorosamente todos os grupos de língua espanhola,
em particular da América, a fazer conhecer e difundir a Revista de Maria Auxiliadora
em edição espanhola

Rivista del Santuário-Basílica María Ausiliatrice, Torino-Valdocco, Italia
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